Sim meu blog é sobre o intercâmbio pro Canadá, mas achei válido relatar sobre essa viagem que fiz ano passado...
No finalzinho de 2010 fomos surpreendidos pela minha irmã Vivi, que anunciou que iria casar em Junho de 2011.
Pois bem, foi a hora da família inteira se organizar pra ir pros Estados Unidos em um pouco mais de 6 meses.
Eu que pensava que minha primeira viagem internacional seria pro intercâmbio.
Nisso vieram duas preocupações: dinheiro e visto pros Estados Unidos. Confesso que a primeira foi a pior, mas consegui resolver graças à ajuda da minha mãezinha linda do coração que pagou minhas passagens, se não, no way...
Bom sobre o visto eu até postaria os procedimentos necessários (por incrível que pareça eu consegui a proeza de tirar visto de turista por 2 vezes no mesmo ano!!!), mas como recentemente as regras e valores foram mudados, então só vou dar um breve relato do que fiz nas aplicações e entrevistas.
Não sei com detalhes como é agora, mas quando eu fiz, independente de ser primeiro visto ou renovação, tinha que pagar uma inscrição de R$ 38,00 pra agendar a entrevista e depois poder preencher o DS-160 e enviar o formulário pro consulado. No dia da entrevista tinha que levar a confirmação do agendamento, o comprovante do envio do formulário, 1 foto 5x7 (que já deveria ser enviada tb digitalmente junto com o DS-160) e o pagamento da taxa do Citibank (USD 140,00), além dos documentos que comprovassem os motivos da viagem, fundos pra banca-la e vínculos com o Brasil.
Aliás, o que todos os consulados solicitam pra emitir o visto é a comprovação que você não vai ficar lá no país deles gerando custos pro Governo ou permanecerá ilegalmente.
A primeira entrevista, que foi pro visto do casamento, foi feita em família. Sim isso é possível e até mesmo aconselhável, pois é mais rápido e prático do que cada 1 tirar um visto. A taxa de inscrição era uma só (até 5 membros), porém as taxas do banco eram individuais.
Como meus pais são idosos, a gente pegou senha preferencial (a entrevista foi uma só com todos juntos), mesmo assim demorou muito.
Primeiro porque não adiantava chegar muito antes. Tem fila em todos as etapas e você só entra no horário que foi agendado, nem tenha esperança de conseguir adiantar algo.
É muito importante antes de ir pra entrevista confirmar todos os docs básicos já citados, assim como os docs complementares. Se você precisar tirar alguma cópia na hora vai gastar horrores, os despachantes, foto express e xerox cobram mais do que superfaturado, é quase um crime. Uma conhecida minha quando foi fazer a aplicação esqueceu de imprimir a confirmação de agendamento. Gastou R$20,00 pra imprimir num lugar perto, então já dá pra imaginar...
Também deve lembrar de não levar nenhum equipamento eletrônico (celular, mp4, maquina digital, tablet e etc) eles são terminantemente proibidos no consulado e lá não tem guarda-volume ou alguém pra deixar as coisas. Se levar, ou tem que jogar fora ou alugar um guarda-volume perto, que tem preços abusivos, lógico. Lembro que tinha um cara na nossa frente na fila que tinha um fone de ouvido no bolso do paletó, coitado teve que se desfazer do mesmo fora do consulado. Obrigada Bin Laden pela paranóica yankee.
Lá dentro não existia glamour nenhum, eram só filas e mais filas. Primeiro era uma fila pra pegar a senha da pré-entrevista. O funcionário perguntava se já tinha tirado visto antes e se era em família ou individual, assim como o tipo de visto (estudante, negócio, turismo e etc). É com esse funcionário que se pegava a senha preferencial, se for o caso.
Em seguida, se deixava os docs + passaporte com um funcionário do guichê de pré-entrevista. Dali tinha que aguardar sua senha ser chamada pra coleta das digitais. A ordem de chamada era totalmente aleatória e estranha, não tinha como adivinhar quando chegaria sua vez. Nesse ínterim, passava uma funcionária distribuindo um envelope de envio express + o doc do aviso de recebimento, que era como os passaportes eram enviados caso o visto fosse concedido.
Uma vez deixadas as digitais, tinha que aguardar então pra entrevista em si. Como dessa vez estávamos com senha preferencial, logo saindo das digitais, fomos pra ponta da fila e fomos chamados em seguida no guichê.
A entrevistadora era uma americana loira com sotaque muito carregado. Ela perguntou o motivo da viagem e datas. A gente por iniciativa mostrou o convite, o “save the date”, a declaração da igreja onde minha irmã ia se casar e isso por si foi necessário pra ela informar que o visto seria concedido, só com a ressalva de que pelo fato de ser o primeiro visto de todos, seria por um período menor (6 meses apenas e com uma única entrada). Ela entregou a ficha pra entregar na saída (pra empresa de envio) e desejou boa viagem pra todos.
Saímos de lá todos felizes pelo visto, mas com aquela sensação que poderia ter sido melhor se já tivéssemos conseguido o de 10 anos, mas fazer o que?
Foi feito então o pagamento da taxa de R$20,00 (eu moro na Grande SP) e voltamos pra casa. Depois de 4 dias chegaram os passaportes com os tão esperados vistos.
O engraçado foi que nenhuma comprovação de fundos, nem documentos pra comprovação dos vínculos com o Brasil foi solicitada. Se a gente tivesse mentido teria conseguido da mesma forma. Eu sei que ir uma família pra entrevista deve dar muita credibilidade, mas mesmo assim foi bem mais fácil do que o esperado... Só o fato de ter tido que gastar tudo de novo pouco tempo depois que foi meio foda, mas valeu a pena.
Mais tarde conto o que rolou na viagem e o segundo visto.
Por enquanto é só.
Att
Glau
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