Bom como todas as séries de tv meu primeiro contato com essa novavidade tem o título de Pilot.
Servirá de teste e termometro pra ver se vai vingar ou não essa história toda de disponibilizar pro mundo minhas informações pessoais.
Como eu vi em muitos outros blogs histórias que me ajudaram, eu pensei em dar minha contribuição também. Quem sabe um dia não sirva de algo pra alguma outra pessoa?
Começando pela apresentação meu nome é Glauciane, mais conhecida pelos outros por Glaucia, Glauci ou Glau. Tenho 27 anos completados no mês de fevereiro e estou nos tramites pra realizar um intercâmbio de 1 ano em Montreal - Canadá.
Por isso o título do blog: experiência montreal, pois pretendo colocar aqui o início, meio e fim desse ano sabádo e cheio de surpresas.
Sou formada em turismo e trabalho em uma empresa de assistência, propriamente com atendimento médico em viagens. Pelo meu trabalho tenho contato direto diariamente com turistas, intercambistas e viajantes de forma geral, porém nunca na sua forma prazeirosa da viagem.
Sempre falo com essas pessoas no momento chatinho ou trágico, isso depende se o contato comigo trata-se de uma simples gripe ou o repatriamento de um ente querido (seja vivo ou morto).
Eu entrei nessa empresa meio que no susto. Em 2008 eu estava no processo final do meu TCC e na maratona de entrevistas surgiu uma vaga para ser assistente internacional.
A vaga eu vi muito por acaso, num e-mail perdido dentre os muitos que recebia diariamente da Catho.
Resolvi ligar e marcar a entrevista. Pra vaga não havia muitas descrições, mas comparada à miséria oferecida pra empregos da área de turismo ela estava bem acima das outras. Tinha salário de R$1.000,00 + convenio médio e odonto + ticket restaurante e alimentação + vale transporte. Tudo isso na região de Alphaville, que é muito perto de casa, ou seja, não podia deixar passar em branco.
Depois que fiz a primeira entrevista com a empresa de RH em São Paulo, fui encaminhada no mesmo dia pra fazer a entrevista na própria empresa em Alphaville. Lembro que a entrevistadora havia dito que tinham uma certa urgência.
Chegando lá fiquei impressionada com o local (na minha vida toda não tive contatos com empresas em si, então qualquer coisa era diferente).
Fiz uma prova que continha português, geografia e inglês e depois conversei com a funcionária de T&D pra depois passar pela gerente do depto internacional. Me havia sido explicado que pelo meu currículo eu tinha perfil para trabalhar no concierge, que seria uma assistência cultural em viagem, mas também havia uma vaga para o depto médico à noite, que ganhava um pouco mais por conta do adicional noturno e requeria mais responsabilidades. A gerente perguntou qual seria meu horário de preferência e eu disse de manhã. A mesma muito firmemente disse que o trabalho era por escala e que muitos desistiam pois não conseguiam abrir mão de fds e feriados.
Como eu não tinha nada em mãos disse que pra mim isso não seria uma problema, e na verdade não era mesmo, naquele momento qualquer coisa servia
Lembro que essa mulher me faz a seguinte pergunta: quais são seus sonhos?
Eu não sabia o que responder, afinal o que dizer pra uma pergunta dessa. Aliás o que isso interferiria na contratação de um novo funcionário?
Tentei dar um migué dizendo que sonhava em ter uma carreira sólida. Ela na lata retrucou: isso não é sonho, são planos, quero saber seu sonho.
E eu no maior desespero falei a coisa mais idiota possível (e mentirosa): sonho em casar e ter uma família.
Eu sei, muito bobo, mas satisfez a mulher e eu pude seguir em paz.
Saindo de lá fui informada que caso tivesse sido aprovada me ligariam na sexta feira. Voltei pra casa sem nenhuma esperança, pois além da vaga ser muito boa pros meus padrões momentâneos, eu achava que tinha falhado total na entrevista.
Pois bem que na sexta feira, por volta das 16:30, eu recebo uma ligação no meu celular. Quando o tel tocou achei que era minha amiga me ligando pra me xingar pois já estava atrasada pra ir pra casa dela, e pra minha surpresa era a mulher do T&D falando que eu passei, mas seria pra trabalhar à noite com atendimento médico. Mais uma vez como eu não tinha nada em mãos aquilo estava ótimo. Me chamaram pra começar a trabalhar dia 28/07/2008.
Entrei nessa empresa pensando em trabalhar por 6 meses, ganhar experiência e depois ir fazer um intercâmbio. Porém o tempo passou e hoje estou no mesmo local há quase 4 anos.
Quando se ganha o próprio dinheiro é complicado abrir mão de algo pelo incerto. Na verdade quando não se tem planos nem sonhos o comodismo fala mais alto e isso foi o que me manteve lá por muito mais tempo do que os 6 meses iniciais.
Eis o que aconteceu até chegar a decisão de partir pra outra:
Quando eu tinha completado 1 ano de empresa recebi um aumento salarial e subsídio pra fazer um curso. Isso pra mim foi o máximo, pois via muitas outras pessoas desse local que estavam a bastante tempo e não tiveram isso. Eu com isso acreditei que teria outros aumentos e quem sabe até mesmo uma promoção real, saindo do cargo atual e fazendo serviços novos e melhores. Ledo engano. Essa empresa é mais engessada do que tudo e lá ou você puxa saco pra subir ou se contenta com o mais do mesmo. Não há plano de carreira nem oportunidades vantajosas...
Após a frustação de no ano seguinte (em outubro de 2010) não ter recebido nada mesmo tendo realizado um bom trabalho eu cai em mim e vi que não precisava passar por isso, uma vez que sou formada em uma boa universidade e sou muito mais capaz daquilo que estava fazendo. Enfim, estava disperdiçando meu tempo com algo que não me levaria a nada nem em médio ou longo prazo.
Lembro muito bem que sai de lá decidida a por em ação o plano de fazer um intercâmbio, e isso somente se concretizaria depois de eu de fato inicia-lo. Desde quando comecei a trabalhar já guardava por mês uma pequena quantia para o "tal intercambio" que eu pretendia fazer, agora era hora de gasta-la.
Comecei a fazer pesquisas com agências de viagens e em dezembro de 2010 já havia escolhido uma agencia que tinha uns programas muito interessantes e vendedores muito simpáticos. Em 27 de dezembro de 2010 fechei meu pacote de intercâmbio: programa de estudo + trabalho no canada por 1 ano.
Dentre as várias opções escolhi Montreal pois eu queria muito estudar francês e lá eu teria essa oportunidade. Como isso iniciei o árduo caminho de guardar dinheiro para pagar o programa e conseguir me manter fora do pais nos meses iniciais (que não terei permissão para trabalhar).
Por conta disso comprei o programa para iniciar em 2012 e agora esse tempo esta esgotando. O programa já esta pago, tenho noções básicas de francês, tenho grana suficiente pros primeiros 6 meses, passagem comprada e o visto em andamento.
Muita coisa aconteceu nesse meio tempo e isso eu contarei nos próximos posts.
trilha sonora do post:
Por enquanto é só.
Glau
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