segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Do visto à viagem

Retomando minha última semana de 2012 no Brasil

Relatei já que o visto saiu uma semana antes da viagem, propriamente dia 18/05 recebi a confirmação e dia 26/05 embarquei pra Montreal (carinhosamente será chamada de Mtl a partir de então).

Imagina a loucura. Não que eu já não tivesse arrumado algumas coisas mas, eu tinha exatos 7 dias pra resolver minha vida. Seguindo a ordem cronológica foi assim:
Sexta-feira 18/05 - visto saiu!! Uhul alegria, sonho a ser realizado, vamo que vamo porra!
Segunda-feira 21/05 - pedi demissão no trampo. LIBERDADE!!!!
Sexta feira 25/05 - despedida dos amigos. Muita emoção, ficha começa a cair
Sábado 26/05 - dia do embarque.
Lembro que meus pais me levaram pro aeroporto e chegando lá esperamos até a hora do embarque.
Eu estava calma, ou fingia bem estar. Conversamos de coisas aleatórias, minha família não é emotiva.  Passei pelo portão de embarque e aguardei até ser levada à aeronave junto com os outros passageiros. 
Uma cena que não esquece foi dentro do ônibus que levada pro avião. Eu segurando minha bolsa no colo e pensando: o que será de mim? O que me aguarda? Foi a primeira vez que senti um frio na barriga. Outro país, outra língua, outra cultura, outra vida. Muita gente me fala que eu fui muito corajosa em ir sozinha. Hoje dou toda razão, eu fui muito forte, valente, destemida rs. Mas fui sim.


Durante a semana teve correria com as malas, se certificar que tudo está providenciado, imprimir os documentos, confirmar passagem, seguro viagem, contatos locais. Pra deixar algo útil pra sociedade, vou relatar o que fiz na semana pré viagem.

Levar sua via em duas malas de 32 kg e uma de mão não é fácil. 

1 - Pensar antes de colocar as coisas na mala é fundamental.
É preciso se programar, não dá pra jogar uma coisa sem ao menos saber se vai ser útil ou não pra aquele fim. Fiz e refiz minhas malas uma 5 vezes e mesmo assim não acertei 100%.
Eu levei bastante coisa válida mas também algumas nem tão assim...
Válidas: remédios pro ano. Como tenho rinite alérgica, levei remédios pra minha doença crônica, pois sabia que lá fora seria complicado comprar. Levei também pra gripe, dor de cabeça, irritação na pele, cólica, anti concepcional, febre e etc. Os remédios precisam ser condizentes com o período em que você vai ficar no local. Pra uma viagem de 3 meses levar remédios pra 12 dá na cara que tem coisa ai. Vale lembrar que alguns remédios só são vendidos com receita médica de lá. Então não adianta levar a receita do seu médico, mesmo que seja traduzida, pois se precisar comprar algo vai ter que passar pelo médico. 
Produtos de higiene básica pro primeiro mês. Desodorante, pasta de dente, creme pro corpo, rosto, pés e mãos, sabonete, perfume e etc. Nunca se sabe o que vai encontrar no local e os primeiros meses é bom economizar. Aliás é importante economizar até se ter uma garantia econômica no local. Não vale a pena gastar com coisas que você pode levar do seu pais pagando mais barato. Digo no sentido das coisas simples, que tem tanto aqui quanto lá. Vale lembrar que uma pasta de dente de R$3,00 sendo comprada lá por $3,00 atualmente sai o quádruplo, pois aqueles dólares foram resultados de reais sofridamente guardados e convertidos. Na época era $1 pra R$2 (bons tempos...ai ai ai). Outro ponto, nem sempre os produtos serão iguais. No Canadá não tem desodorante aerosol como no Brasil, e quando acha são terríveis, tipo que mancha a roupa e deixa a pele como se tivesse passado talco.
Roupas de verão. Dentro dos ambiente interiores não se utiliza roupa de inverno, por isso, levar suas camisetas, calças, shorts, saia, vestidos e etc. vai valer a pena no sentido de economizar.
Eu fui pra Mtl no inicio do verão, usei as mesmas roupas daqui nas ruas até iniciar o outono, e quando o frio chegou que precisei comprar roupas adequadas. Enquanto isso fui economizando no que podia. Ir pra um lugar e comprar o mesmo tipo de roupa que já tinha no seu país não é muito interessante se você não estiver com dinheiro sobrando pra isso. 
Celular desbloqueado. Eu levei um aparelho meu que foi o que utilizei durante todo o meu intercambio. Eu fui com a ilusão que lá poderia comprar um bem melhor de ultima geração por valores muito mais em conta mas, dei com os burros na água. Primeiro por que os aparelhos só saiam baratos para quem comprasse com plano de no mínimo 2 anos pós pago, que no meu caso de ficar só um ano não dava. A multa de cancelamento era coisa absurda, tipo $300,00. Segundo, os aparelhos desbloqueados não eram tão em conta. Descobri com lágrimas de sangue que em alguns aspectos o Canadá não era tão barato quanto os USA. Por isso que ter levado meu aparelho me salvou. Eu comprei um chip de lá e voilá, pude me comunicar com o mundo normalmente. Se eu tivesse seguido com o plano de comprar algo ia ter preju.
Cartão pré pago. É uma mão na roda, pois permite que suas economias não fiquem comprometidas. Eu levei dois, um da Visa, com recarga em dólares canadenses $4.000,00 e outro da Mastercard com recarga em dólares americanos $2.000,00.
Essa era a minha grana pra viver lá, me bancar nos primeiros meses. Além dos cartões levei também uma quantia em dinheiro vivo, pros pequenos gastos nos primeiros dias. Usei também o cartão de crédito internacional mas em situações menos frequentes. Os pré pagos eram muito facilitadores, dava pra pagar compras como se fosse de  crédito e sacar dinheiro nos caixas eletrônicos. Depois faço um post sobre eles. 

Não válidas: roupas e acessórios em excesso. Levar 5 pares de havaianas só ocupa espaço. Eu fiz isso achando que ia arrasar com o chinelo tipico brasileiro e fazer inveja na gringaiada. Nem no Brasil eu uso tudo isso, imagine lá. No máximo dois pares dá conta do negócio. Mesma coisa pra pijama, óculos, cinto, lenço e etc. Uma boa dica é o seguinte: leve o que seja básico e o que realmente te serve e lá incremente o que realmente precisar. Eu lembro que eu levei também vestidos, saias e calças que nem me serviam mas eu tinha a ilusão de emagrecer e caber nelas. Só perdi espaço na mala. Tem calça e vestido que até hoje estão com as etiquetas só pra se ter uma ideia.
Mesma coisa pra perfumes e bijus. Só leve o que você usa, pois se não vai ficar um monte de coisa parada só por que sua vaidade foi maior que sua lógica.
CDs, DVDs, fotos impressas, livros e etc. O que você puder levar digitalizado, leve. Hoje em dia dá pra colocar tudo em pen drive ou salvar na nuvem. Boa parte do que eu precisei buscar depois no Canadá eram livros e coisas do tipo que não tiveram tanta necessidade na viagem. Vale a pena converter pra MP3, scanear, comprar a versão digital e não precisar se preocupar com isso, ainda mais que corre-se o risco de perder ou estragar na viagem ou durante o intercambio, então é melhor deixar o original são e salvo na sua casa mesmo.
Caixas, bolsas, pacotes não funcionais. Sei que é mais bonito armazenar em necessaire mas nem sempre aquele volume te favorece. No que se trata de mala a regra é funcionalidade e praticidade. Me lembro que eu levei sabonete na caixa que recebi, perfume em uma frasqueira grande (aquelas que custam caro), pulseiras em uma bolsa e por ai vai. Perdi espaço na mala, poderia ter levado de outras formas, que não utilizariam tanto espaço e facilitariam minha vida. Existem milhares de sites que ensinam como colocar peça por peça na mala, vale a pena ver e usar as dicas.
Roupas pesadas de inverno. Um casaco brasileiro só vai ocupar espaço na sua mala e lá não vai servir de nada. Vale a pena levar peças pra usar por baixo, como blusas de manga longa, suéter, meia, touca, cachecol, pois eles vão complementar. Só não tenha a ilusão que aquele casaco que você usa em dias super frios (tipo 10 graus no Brasil) vai ser útil num inverno de país que realmente faz frio. Por mais grosso e peludo que seja, o tecido dele não foi projetado pra aguentar as temperaturas do local, mesma coisa se aplica a calçados. O material precisa suportar a temperatura, assim como ser impermeável. Eu não levei tais coisas, pra minha sorte e tudo o que usei de pesado pro inverno comprei lá mesmo. Eu tinha casaco pra - 40 graus, bota pra - 30 grau, impermeável e anti derrapante, tinha segunda pele, meia calça grossa, uma gola que servia pra proteger a boca e nariz... tudo comprado lá. Se por um acaso você for desembarcar em pleno inverno, vale a pena comprar algo importado pra levar na viagem, mas só pros primeiros dias e de preferencia vestindo no embarque.

2 - Pesquisar o local pra sua chegada. Todas as pesquisas prévias são válidas, mas precisam ser intensificadas quando realmente estiver indo. Checar qual é a previsão do tempo te ajuda a se livrar de perrengues, principalmente por conta das estações serem inversas. Já ouvi vários relatos de pessoas que embarcaram em pleno verão e passaram apuros pegando já no aeroporto temperaturas negativas. Mesma coisa para eventos. Imagina chegar num local em pleno feriado e não ter onde ir comer ou comprar coisas básicas. Sim tem lugares que tudo fecha durante um feriado ou domingo, então é melhor se preparar.

3 - Pesquisar a cidade e os locais onde irá frequentar, morar, estudar. Ver quais são os meios de transporte, valores, caminhos, pontos de referencia ajuda muito a chegar menos perdido.

4- Deixar as coisas prontas em casa para situações emergenciais. Antes de viajar eu organizei todos os meus documentos em uma pasta e entreguei pros meus pais. Os que eu levei comigo eu deixei cópias, incluindo documentos do intercâmbio. A mesma coisa para exames médicos recentes e o meu histórico médico, documentos trabalhistas, bancários e etc. Eu fiz isso pois se acontecesse algo meus pais saberiam onde achar tudo sem precisar revirar meu quarto e correr o risco de não achar nada. O histórico médico, por exemplo, foi devido aos inúmeros casos em que presenciei situações de pacientes que precisam comprovar que não tinha condições pré-existentes ou que iam passar por cirurgias, repatriamentos e procedimentos médicos e precisavam de tais informações para o hospital no país em que estavam. Eu também fiz uma procuração de plenos poderes pro meu pai, na validade de um ano. Qualquer coisa que aparecesse meu pai estaria apto a me representar. Fica a ressalva de fazer isso somente com alguém que seja de plena confiança e na procuração você pode escolher quais são as coisas que a pessoa pode fazer em seu nome. Nunca se sabe...

5 - Deixar as portas abertas na sua terra natal. Tem gente que toca o foda-se e acha que nunca mais vai precisar de mais nada do seu passado. Ledo engano, se for pra sair, seja temporário ou permanente, saia com as portas abertas e os laços reforçados com quem merece. Mesmo eu estando esgotada do meu antigo emprego, eu saí numa boa. Graças a Deus não precisei voltar a exercer a mesma função naquela ou em qualquer outra empresa do ramo, mas se precisasse, não teria problemas. Morar fora não é garantia que se vá voltar por cima da carne seca. Minha irmã mesmo foi um exemplo na minha vida. Ela se formou na Unicamp, foi trabalhar como Aupair e ficou 2 anos e meio nos USA. Voltou pro Brasil com inglês fluente e experiência internacional, e já tinha um diploma em uma das melhores universidade da América do Sul, ou seja, melhor do que muita gente. Só que ela não conseguiu emprego quando voltou, pelo fato de não ter experiencia na área dela. Ela meio que ficou numa zona sombria, na qual não era recém formada e nem tinha uma experiencia prévia. Mesma coisa com as conexões do trabalho ou da área de atuação. Eu consegui o emprego onde estou até hoje graças a uma amiga que trabalhava comigo e me indicou pra ocupar o lugar dela quando ela conseguiu a residência permanente para...o Canadá. É aquela amiga que eu falei que estava nos tramites de imigração.

Bom é isso. Espero que meus textões sirvam pra aguém que tenha paciência pra ler tudo.

Trilha sonora: de repente Mtl (brincadeira) California



domingo, 7 de fevereiro de 2016

O visto negado do meu amigo


Uma coisa que eu não tinha contado no post sobre o visto foi o problema que ocorreu com um amigo meu. Vou chama-lo de L pra facilitar
L é meu fiel escudeiro e quando eu decidi fazer o intercâmbio ele ficou triste porque eu iria embora mas, quando eu convidei ele pra vir comigo, não pensou duas vezes e comprou minha ideia. Foi ele que eu citei como o amigo que teve o pacote parcelado em 8 vezes.
Nós fizemos tanto planos juntos naquele um ano de preparação que parecia que o sonho era mais legal por ser vivido junto com outra pessoa.
Antes de questionamentos,L é lindo, divertidíssimo, inteligente e gay ;)
Pois bem, L é 7 anos mais novo que eu, então quando demos entrada no intercambio eu tinha 26 e ele 19 aninhos. Ele nem podia beber nas leis canadenses hahahaha.
Eu e ele estávamos em situações diferentes na vida: eu já tinha um diploma, já tinha tirado visto americano e ele tinha acabado de acabar o ensino médio. Entre a gente nos damos super bem até hoje mas, o governo canadense não interpretou da mesma forma, concedendo o visto pra mim e não pra ele:(
Lembro que foi horrível. Eu recebi a noticia do meu visto aprovado num dia a tarde, estava saindo da academia e a agente da agencia me ligou informando que estava encaminhando o passaporte. 
Um pouco depois, já a noite ela me ligou informando que L tinha tido o visto negado. Liguei pra ele, estava chorando, desesperado, foi horrível.
 No mesmo dia eu tive emoções muito extremas. Estava feliz por mim e triste por ele. Tipo caiu a ficha que eu realmente iria morar em outro país porém, ele não iria comigo. Muito louco...
Eu até pesquisei pra ele agencias especializadas em visto, pra ele tentar novamente, insisti pra ele não desistir mas, ele sabiamente decidiu que não iria e trocou o destino dele para Buenos Aires e foi estudar espanhol lá.
Hoje eu vejo que foi o melhor pros dois. Ele também teve experiências maravilhosas na Argentina e foi muito feliz lá, igual eu fui no Canadá. Mais importante pra mim era a felicidade do L, seja onde fosse, com quem fosse. 

Com certeza eu não teria conhecido as pessoas que conheci em Montreal se o L estivesse comigo.

Bom mas vamos ao ponto. Sei que muita coisa mudou de 2012 pra cá, inclusive hoje o Canadá não solicita mais visto para brasileiros para viagens a turismo, cujo visitante se enquadre em algumas condições:

  • Tem um visto válido de turismo ou negócios para os Estados Unidos;
  • Já tirou um visto canadense;
  • Já visitou o Canadá nos últimos 10 anos.
Eu me enquadro em todas hehehe

Mas naquela época era diferente, e foi até o ano passado e creio que para as pessoas que não estão nessas condições continue a mesma coisa.

Quando preenchemos a papelada, meu amigo e eu fizemos tudo juntos, mesma escola, mesmo documentos, tudo junto, mas creio que foi nos detalhes que houve a decisão favorável pra um e não favorável pro outro. Pelo o que eu me lembro tivemos as seguintes diferenças:

1 - Visto americano: eu já tinha tirado um visto de única entrada mas, antes de aplicar pro canadense, tirei um novo americano e consegui por 10 anos dessa vez. Minha ideia era de Mtl visitar minhas irmãs então eu quis sair já com tudo pronto. Eu lembro que eu insisti pro meu amigo aplicar pro americano também, mas ele se enrolou e acabou não conseguindo a tempo. Eu já tinha visto pessoas dizendo que ter um visto de outro pais ajuda e isso se comprova agora nas novas regras. O Canadá acredita que se você é apto para entrar na terra do tio Sam pode também entrar na terra deles;

2 - Preencher os documentos com muito cuidado e atenção: tinham formulários diversos para o visto de estudante. Quando tirei o de turista em 2014 também tinham alguns diferentes. Em ambas as situações é importante prestar atenção nos detalhes e se esforçar pra ser claro nos seus objetivos e dar as informações que estão pedindo e as que querem receber. Eu me lembro que tinha um formulário de informações adicionais com os seguintes tópicos:
  • Faça uma breve descrição de suas atividades enquanto estiver no Canadá
  • Tem alguém conhecido no Canadá
  • Está viajando com alguém para o Canadá
  • Faça uma breve descrição da ocupação atual do cônjuge se for o caso, assim como o nome completo e endereço do empregador
  • Forneça telefones para contato de onde pode ser encontrado durante o horário comercial caso necessitemos fazer uma entrevista
  • Use este espaço caso queira fornecer mais informações

  • Pode parecer besteira mas eu lembro bem que quando preenchemos os documentos, antes de entregar eu mostrei o meu pro L e ele o dele pra mim. O L apesar de ser muito inteligente, é muito preguiçoso (isso eu falo pra ele sempre, temos essa liberdade) e as respostas foram as mais pobres possíveis.
    Enquanto eu tratei de escrever quais eram meus planos, informar a importância do estudo pra minha carreira profissional e acadêmica, passar vários contatos, descrever com detalhes as informações, L se limitou a responder o básico do básico, o que pode ter feito ele perder pontos. Eu enquanto agente do consulado também exigiria um minimo esforço de quem está solicitando um visto.

    3 - Comprovação de renda: Eu usei minhas finanças próprias e o saldo da poupança da minha mãe. Lembro que deu na época R$24.000,00, que seria equivalente a $12.000,00, exatamente o que o governo solicitava para estudantes, mil dólares por mês para se sustentar e não gerar problemas na terra deles. O L tinha uns R$6.000,00 na conta dele e usou a comprovação de renda de um tio que tinha uns investimentos de R$100.000,00, isso mesmo, cem mil reais. Nem sei o quanto equivaleria nos dias atuais, precisarei tirar o VPL (sim eu manjo desses paranaues de finanças mas a preguiça de agora está foda). Ou seja, na nossa visão o L estava mais do que garantido, tinha grana pra caraleo pra gastar, mas todos sabiam que não era de fato dele. Acho que o governo também pescou isso. Não adianta usar uma comprovação de alguém que dê margem pra desconfiar que de fato não irá te bancar. Seria mais válido usar os valores modestos de salário do pai dele do que a conta graúda do tio rico. 

    O fato do ensino superior também pode ter me favorecido, mas acho que não gerou pontos a menos pelo fato do L não ter feito faculdade, até mesmo porque ele não tinha idade pra ter terminado uma na época. Agora que ele está cursando uma, está no segundo ano de comércio exterior (orgulho do meu amigo lindo).

    O intercâmbio do L para a Argentina foi bem mais sussa. Mais barato, não precisava de visto, pertinho e ele aproveitou muito.


    Bom eu tirei um segundo visto pro Canadá, como turista, mas isso eu conto em outro post.

    A trilha sonora é o tema de friends, pois a primeira frase define tudo. O L estava lá por mim e eu por ele. Mesmo não trabalhando mais junto, mesmo indo pra paises diferentes, mesmo passando anos, estivemos um pelo outro



    So no one told your life was gonna be this way 

    4 anos depois

    Nem lembrava desse blog...
    Aliás, não segui o que tinha prometido no começo, contar a bendita experiencia do intercambio. 
    Vi que mais de 700 pessoas acessaram o conteúdo...UAL!!! Bom vou retomar os post pois tenho que pagar minha dívida comigo mesma.
    Fiz o intercâmbio, morei no Canadá de 26 de maio de 2012 a 27 de maio de 2013. Foi um ano incrível, divisor de águas na minha vida. Vou tentar fazer post sobre o que aconteceu, mas segue um breve resumo:
    - Aprendi o francês, melhorei meu inglês e inclusive meu espanhol;
    - Morei em quatro endereços diferentes em Montreal e em um em Calgary
    - Fiz amigos do mundo inteiro com os quais tenho contato até hoje
    - Arrumei dois empregos lá;
    - Arranjei um namorado e vivi um drama;
    - Conheci duas províncias;
    - Cogitei fortemente continuar morando lá mas, tive que voltar, o que foi bom também;
    - Depois do intercâmbio voltei pro Canadá por 20 dias de viagem pra buscar as minhas coisas, rever alguns amigos e matar as saudades;
    - Também visitei os USA por 3 dias (loucura, loucura, loucura) pra levar a minha mãe pra ficar com a minha irmã que estava grávida;
    - Hoje estou juntando dinheiro novamente pra imigrar pro Canadá.

    A trilha sonora é de uma música que eu ouvia muito em Montreal. Nossa são tantas que eu vou tentar dissipar todas :)


    domingo, 20 de maio de 2012

    Bagagens

    Não cabe a mim, muito menos ao meu humilde blog, ajudar com arrumação de bagagens e dicas de marcas, o que levar e etc., porém, como eu trabalhei por praticamente 4 anos com seguro viagem, que inclui aquele típico serviço de busca, tenho algumas informações que são válidas pra serem repartidas.

    Primeiro começa com o que pode e não pode ser levado nas bagagens.

    Esse link tem as informações detalhadas: 

    Tem coisas que são óbvias, mas vale a pena lembrar muito bem do que vai levar na bag de mão, pra não pagar mico no aeroporto tirando as coisas pra jogar de qualquer jeito nas bags grandes.

    Acreditem se quiserem, já peguei casos de pessoas que se deram muito mal por carregarem dinheiro e documentos na bagagem despachada, assim como outras que tiveram a bagagem confiscada por carregar um volume muito maior do que é permitido (dentro do que é estabelecido pela cia aérea ou o país de destino), então vale a pena confirmar antes de despachar a bag se o que tá levando é legal e permitido.

    Outra dica muito importante: só levar na bag de mão o que for imprescindível pra usar durante o voo (remédio que precisa tomar, travesseiro, casaco, livro, mp4 e etc). Itens cortantes e produtos líquidos com mais de 100ml não permitidos, assim como caixas de remédios ou outras substancias. Para esses itens, é necessário levá-los naquele saquinho transparente tipo ziploc. É melhor providenciá-los antes de ir pro aeroporto, pois lá tudo é mais caro.


    Os itens de valor não devem ser despachados de forma alguma. Joias, dinheiro, notebook e documentos devem ir junto com você o tempo todo, pois além do risco de extravio, corre-se o risco da bagagem ser roubada por funcionários do aeroporto, então nunca se deve correr o risco.



    Na hora de despachar:

    -         O ideal é ter uma bagagem diferente do mais usual, afinal 80% das malas e mochilas são pretas, ou azul marinho ou cinza, sendo assim, as chances de uma pessoa no mesmo voo ter uma bagagem idêntica não é nada remota e a troca de bagagens é uma coisa muito comum... O que vale é comprar uma de cor diferente ou então customizá-la com laços coloridos e adesivos, pois assim além de ser mais fácil de avistá-la na esteira, diminui probabilidades de zica. Pra se ter uma idéia, minha mala é verde fluor hahaha
    -         Identificar devidamente a bagagem, colocando nome completo, telefone e e-mail, pois assim se ela for trocada ou extraviada é bem mais fácil de te localizar pra avisar.
    -         Se tiver algum conteúdo frágil (devidamente já isolado e protegido) é importante solicitar ao funcionário da cia aérea que coloque aquela etiqueta na bag, pois isso teoricamente faz com que os funcionários tenham mais cuidado no transporte (o que eu não acredito muito que respeitem, mas vale a tentativa). Qualquer dano que ocorra com bens dentro da sua bag não é de responsabilidade da cia e eles não hesitarão em alegar isso posteriormente.
    -         Deixar a bagagem fechada com cadeados, pois isso dificulta as ações de ladrões (dentro ou fora do aeroporto).

    Recebendo a bagagem

    É muito importante verificar as condições de como recebeu a bagagem já dentro do aeroporto, pois qualquer dano causado a bagagem ou roubo deve ser denunciado antes de deixar o local e de preferência com os funcionários da cia aérea podendo comprovar o que você esta alegando.  Por isso, assim que pegar a bagagem na esteira, primeiramente confirme se ela é sua, depois verifique zíperes, cadeado e estado geral da bagagem, se não houve nenhum dano físico à mala ou mochila. Havendo a suspeita dela ter sido violada, abra-a e conferira os itens que nela continham, pois ocorrendo o furto ou dano, você já deve fazer a reclamação com a companhia aérea.

    Bagagem extraviada:

    Se por um acaso você foi brindado com esse azar, seguem as dicas fundamentais:
    -         Logo que confirmar que não há mais nenhuma bagagem pra ser colocada na esteira e a sua não chegou, procure um funcionário da cia aérea e abra o PIR (Property Irregularity Report). Esse documento é de extrema importância para que posteriormente seja possível rastrear a bagagem, assim como comprova a irregularidade ocorrida. Sem ele, a cia aérea pode simplesmente se abdicar do dever de localizar e entregar sua bagagem;
    -         Já vi muitos casos de passageiros informarem que o funcionário não queria abrir o PIR. Se isso ocorrer, não aceite de forma alguma. Solicite falar com o supervisor, ameace abrir um B.O ou  faça um barraco. Você tem que ter em mente que durante o voo a cia aérea que é responsável pela sua bagagem e é dever dela devolve-la do mesmo jeito que você a despachou, então esse documento é para sua proteção como consumidor, além de que sem ele, para obter informações e indenizações é mais complicado.
    -         Pode variar entre algumas companhias aéreas, mas a maioria é conveniada ao World Tracer, que é um sistema que padroniza as reclamações de bagagem. Os PIRs das cias pertencentes ao WT sempre são de 5 letras e 5 números. As 3 primeiras letras sempre são o código do aeroporto onde a reclamação foi feita, por exemplo Guarulhos é GRU, Galeão é GIG, Charles de Gaulle CDG, John F. Kennedy JFK e etc.; As 2 ultimas letras sempre são o código da cia aérea, como TAP é TP, Delta DL, Ibéria é IB Air France AF e etc.; Os 5 números são gerados pelo sistema. Exemplo: minha bag foi extraviada num voo de Atlanta pra Guarulhos pela Delta Airlines. Meu pir então seria: GRUDL12345
    -         A Americam Airlines, a Tam e algumas outras não são pertencentes ao WT, mas também dá pra rastrear as bagagens. Pelas AA o PIR (chamado como file locator) é por seqüência de 6  letras (ex.: ZXCVBN). Pela tem os códigos sempre são JJ + alguns números.
    -         Só depois de abrir o PIR com a cia aérea que se deve entrar em contato com seu seguro, pois a busca somente é possível depois de abrir um registro com a companhia aérea. No momento da ligação é importante já ter em mãos o pir e alguns outros dados, como voo e número da etiqueta da bagagem. Se a reclamação não foi aberta em seu nome, informe isso também, pois a busca é realizada com 2 dados: PIR + ultimo sobrenome. Passar o telefone de contato dado pela cia aérea também ajuda na localização
    -         Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, os seguros em viagem não possuem pessoas que vão ao aeroporto buscar sua bagagem, assim como não possuem privilégios ou contatos específicos. A busca sempre é feita pela internet ou pelo depto de bagagem da cia, o que pode muito bem também ser feita pelo próprio passageiro. Só é aconselhável acionar o seguro pra fazer a busca se o contato só pode ser feito com telefone do exterior (assim você economiza nas ligações), e caso você não saiba o idioma local.
    -         Pras cias conveniadas ao WT o rastreamento pela internet pode ser facilmente realizado pelo site: https://mylostbag.com.
    -         A American Airlines possibilita a busca pelo site dela também: http://www.aa.com/intl/br/informacoesDeViagem/dicasDeViagem/informacoesBagagem/bagagemAtrasada.jsp
    -         Pelo telefone da embraer no aeroporto de Guarulhos também é possível obter informações, mesmo que o extravio tenha ocorrido em outro local, uma vez que a maioria das cias aéreas possuem sistema integrados e as informações costumam ser mais precisas pelo tel do que pela internet. 
     http://www.infraero.gov.br/index.php/br/aeroportos/sao-paulo/aeroporto-internacional-de-sao-paulo/companhias-aereas.html
    -         O depto de bagagem da TAM funciona 24 horas (no aeroporto de Guarulhos) e eles são muito bons em passar infos, as vezes só com o nome do passageiro já consegue localizar dados da bagagem. Pras outras cias, vale lembrar que funcionam normalmente em horário comercial, portanto, se o extravio ocorreu num feriado ou final de semana, vai ter que esperar.

    Entrega da bagagem extraviada

    A entrega da bagagem não é feita diretamente pela companhia aérea, mas por empresas de delivery contratadas. Às vezes há a possibilidade de você optar por retirar a bagagem no próprio aeroporto, mas na maioria das vezes ela será entregue no endereço informado no PIR.

    Essas empresas também trabalham à noite e nos finais de semana, portanto, não será nada extraordinário receber a bagagem num sábado as 22:00 horas.

    Quando ela for entregue, antes de assinar o aviso de recebimento, é importante checar a bagagem da mesma forma como se estivesse retirando-a da esteira e só aceitar a bagagem após confirmar que ela esta nas mesmas condições em que foi entregue.

    Indenizações

    Existem diferentes tipos de indenizações realizadas. Para alguns seguros, o único serviço prestado normalmente é o de busca da bagagem (varia de 5 a 10 dias).

    Há outros que possuem alocação de socorro, que lhe paga uma indenização já estabelecida em contrato (portanto não varia se for pra 1 ou 10 bags) caso a sua bagagem permaneça extraviada por um período superior a um já também estabelecido (normalmente 48 horas após o acionamento do seguro, não do extravio). 


    Se seu contrato possuir isso, é importantíssimo já contatar o seguro logo após o extravio e a abertura do PIR, pois eles iniciarão a busca e você só terá direito á indenização se for comprovado pelo rastreamento do PIR que a bagagem não foi localizada (e não entregue, pois mesmo que você não a tenha recebido ainda, se tiverem localizado, você não tem direito á alocação).
     Essa indenização pode ser feita por depósito em conta ou por reembolso dos produtos de primeira necessidade comprados, isso varia de contrato pra contrato. Guardar o PIR também é importante, pois eles podem solicitar uma cópia por e-mail ou fax, pra fazer a indenização.

    Por fim há a indenização caso a bagagem seja perdida ou danificada. Tem alguns seguros que cobrem ambas as situações, mas a maioria só indeniza se a bagagem for considerada pela cia aérea como perdida.

    Vale ressaltar que nas seguradoras, a busca da bagagem tem atendimento 24 horas, já o seguro sempre funciona em horário comercial.

    Bom apesar e extenso, acho que minha informações valem a pena.

    Por enquanto é só.


    trilha sonora do post:





    sábado, 19 de maio de 2012

    Visitando os USA – Parte II: Embarque e Desembarque


    Essa ida pros USA não foi minha primeira viagem de avião, mas foi a primeira internacional, e isso a gente nunca esquece.

    Eu fui pela Delta Air Lines, que me pareceu uma cia razoável. O bacana é verificar o site da cia aérea antes e pesquisar bastante o que ela oferece e o que é necessário.
    Com essa curiosidade, fiz o check in em casa mesmo, escolhi os assentos meu e dos meus pais e deu pra viajar um pouco mais tranquila.
    As passagens foram compradas na CVC do Shopping Santa Cruz. Minha irmã conseguiu um preço muito bom, ida e volta por R$2.000,00, inacreditável!!! Por conta desse valor bom a agente da CVC faturou 7 comissões, pois todos os que viajaram conosco pro casamento da minha irmã compraram com ela, inclusive meus tios que moram em Minas Gerais.

    A ida foi São Paulo (GRU) x New York (JFK) x  Detroit (DTW).
    Já no aeroporto de Guarulhos quando se está na fila pra despachar bagagem (check in já tinha feito on line) a funcionária da cia fez uma série de perguntas de praxe, como se estávamos levando alguma bagagem de terceiros, vegetais ou sementes e etc. Logo após isso ela colou um adesivo na parte de trás do passaporte, escrito Delta Security e avisou sobre os itens proibidos pra levar na bagagem de mão e na bagagem despachada. Eu tinha até escrito um bom texto sobre bagagem e acabei achando melhor postá-lo a parte com infos só sobre isso

    O que eu não gostei muito da Delta foi que a aeronave parecia um pouco velha. Não tinha visor individual e claro, na classe econômica era muito apertada. Mesmo assim viajar pra fora é uma experiência única.
    Já começa com a tripulação, que na parte do avião onde nós estávamos não tinha nenhum comissário de bordo brasileiro, então eu tive que servir de tradutora pros meus pais.
    Confesso que viajar de avião me incomoda um pouco pela falta de conforto. Quem sabe um dia quando eu tiver grana suficiente pra bancar uma executiva ou primeira classe...

    A parte boa foi os filmes atuais, assisti Just Go With It (Esposa de Mentirinha) e The Tourist, mas do segundo mal me lembro. As refeições também eram boas, se bem me recordo foram 3, eu acho... Os funcionários também eram educados e solícitos, pra variar o problema vem dos passageiros. Tinha uma família próxima de nós que não parava de reclamar, dizendo que a Tam era bem melhor e blábláblá. Tava na cara que tavam mesmo querendo se aparecer pros outros passageiros, mostrando uma pseudo-experiência em voos internacionais, coisa ridícula.

    Durante o voo a tripulação deu um formulário pra declarar os bens que estavam sendo levados e também o I-94, que é grampeado no passaporte e é retirado quando você deixa o país. É muito importante lembrar de devolver esse bendito papelzinho na saída. Num outro post conto minha experiência...

    A declaração de bens pode ser feita pela família como um todo. No nosso caso, declaramos juntos eu e meus pais com meus tios. Já o I-94 é individual

    Lembro que no aeroporto JFK, quando estávamos na fila pra imigração (que é feita onde o voo desembarca por primeiro, independente de ser conexão ou escala ou o ponto final da viagem) eu vi que a fila tava bem grande e que a única divisão feita era de americanos e não americanos, ai eu chamei uma funcionária e expliquei que estávamos em conexão e que nosso voo tinha como destino Detroit, nisso, essa mulher pediu que todos que estavam na mesma situação a acompanhasse na fila dos americanos, pra agilizar o serviço e evitar atrasos. Foi ai que a mãe da família insuportável  perguntou pra mim se eu queria ajuda pra sair daquele cordãozinho de separar fila em inglês, num inglês péssimo diga-se de passagem. Juro que eu fiquei com vontade de rir da cara dela, por talvez ter pensado que eu não era brasileira ou pela simples idiotice de resolver também falar inglês pelo simples fato de eu ter me dirigido a uma funcionária americana no idioma dela, mas mesmo assim lancei o thank you e me dirigi com minha família pra outra fila muito mais rápida, gerando inveja dos outros que demoraram mais.

    Passamos por um guichê onde o agente de imigração verifica a declaração de bens, pra falar com ele fomos eu e meu tio, que do grupo eram os únicos que falavam inglês. Ele também olha os passaportes e grampeia o I-94 carimbado com a data de entrada e o tempo de permanência máxima no país. Ele pode também requerer outros documentos que comprovem o local onde ficará hospedado, fundos pra se bancar durante a viagem, seguro saúde (que não é obrigatório como na Europa), passagem de volta e etc. No nosso caso nada disso foi solicitado, mas é importante ter esses documentos em mãos na hora que chegar no país. Ele tira as digitais e uma foto e te libera pra pegar as bagagens, que passarão por outros funcionários, que verificarão se esta sendo transportando algo ilegal ou proibido. Nessas horas que eu penso que viajar sem saber se comunicar em inglês é um pouco furada. Meu tio mesmo que tem grande conhecimento nesse idioma teve um pouco de dificuldade em entender o que era perguntado, percebi que ele meio que ficou desesperado quando o agente da imigração começou a falar e ele não entendeu nada. Foi ai que eu dei graças a Deus de por conta do meu trabalho precisar falar inglês com gente do mundo todo todos os dias rs.

    A gente pegou as bagagens em outra parte, onde parecia um mini balcão de check in. Fomos pro Raio X, onde o agente muito simpático falava um inglês com espanhol. É engraçado como esse povo acha que todos os latinos falam espanhol hahahahaha
    A gente tava levando muitos doces brasileiros, que seriam servidos na festa do casamento. Meu tio mesmo levava queijos, que é teoricamente proibido transportar por ser perecível, mas quando explicamos que eram chocolates e candies eles não fizeram maiores questionamentos não. Aliás, só abriram uma mala porque eu indiquei que levávamos alimentos. Achei melhor não mentir nem omitir nada, afinal, na terra dos outros querer ser malandro pode acabar muito mal. Uma vez aprovadas as bagagens, elas foram novamente despachadas pra seguirem pra Detroit, sem necessidade de serem etiquetadas de novo, pois já saem do BR com tags do destino final.

    Ai a gente foi liberado pra prosseguir a viagem, só tinha um detalhe: o aeroporto JFK é enorme e olha que a gente só ficou na asa das cias Delta, KLM e Air France. Ficamos um tempão tentando achar um lugar pra comer e só depois de nos informarmos que fazendo o check in teríamos mais opções que encontramos o paraíso.


     A parte de dentro parece um shopping, muito legal, uma variedade de restaurantes, lojas e o mais legal: umas torres de I-pad pra uso gratuito. Isso mesmo, as fotos abaixo comprova o que eu to falando.





    Até as cunhadas da minha irmã disseram que não sabiam que isso existia lá hahahaha.

    O trecho New York x Detroit foi tumultuado pra gente por conta de uma família (novamente) de um povo que nós realmente não sabíamos o que eram, falavam uma mistura de francês com aqueles dialetos da África. Eram barulhentos e não paravam quietos, um horror. Ainda bem  que o trecho era curto e o martírio durou pouco.

    Chegando em Detroit vimos como Guarulhos é pequeno, muito grande o aeroporto de lá também, tem inclusivo um trenzinho pra levar de uma ala até a outra, fora que todo o trajeto tem aquelas esteiras pra pedestres.

    O mais curioso foi quando descemos na parte das bagagens e lá estavam minha irmã e o sogro dela. Ai todos ficaram com cara de interrogação se perguntando como eles tinham chegado lá e pra melhorar a surpresa eles falaram que entraram lá sem problemas nenhum, uma vez que as esteiras de bagagens ficam numa parte de acesso comum, inclusive próxima à saída pro estacionamento. Imagina se não é fácil roubar bagagem lá. Pra um país tão neurótico como os USA isso é falho ou excesso de confiança em seus habitantes rs

    Bom a parte da volta eu deixo pra outro post, afinal, esse já ficou longo d+.

    Por enquanto é só.

    Att
    Glau


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    sexta-feira, 18 de maio de 2012

    Saiu meu visto canadense!!!

    Acabei de receber a ligação da agência de viagens informando que meu visto de estudante foi concedido!!!
    Finalmente acabou essa agonia, essa espera e eu sei que vou pra Montreal de verdade.
    Eu tava ficando aflita com essa demora da resposta, já ia até verificar remarcação de passagem e nova data de início do curso, mas agora é oficial, em uma semana embarco pro Canadá.

    Por enquanto é só.

    trilha sonora do post:



    sábado, 12 de maio de 2012

    Visitando os USA – Parte I: Primeiro Visto

    Sim meu blog é sobre o intercâmbio pro Canadá, mas achei válido relatar sobre essa viagem que fiz ano passado...

    No finalzinho de 2010 fomos surpreendidos pela minha irmã Vivi, que anunciou que iria casar em Junho de 2011.
    Pois bem, foi a hora da família inteira se organizar pra ir pros Estados Unidos em um pouco mais de 6 meses.
    Eu que pensava que minha primeira viagem internacional seria pro intercâmbio.
    Nisso vieram duas preocupações: dinheiro e visto pros Estados Unidos. Confesso que a primeira foi a pior, mas consegui resolver graças à ajuda da minha mãezinha linda do coração que pagou minhas passagens, se não, no way...

    Bom sobre o visto eu até postaria os procedimentos necessários (por incrível que pareça eu consegui a proeza de tirar visto de turista por 2 vezes no mesmo ano!!!), mas como recentemente as regras e valores foram mudados, então só vou dar um breve relato do que fiz nas aplicações e entrevistas.

    Não sei com detalhes como é agora, mas quando eu fiz, independente de ser primeiro visto ou renovação, tinha que pagar uma inscrição de R$ 38,00 pra agendar a entrevista e depois poder preencher o DS-160 e enviar o formulário pro consulado. No dia da entrevista tinha que levar a confirmação do agendamento, o comprovante do envio do formulário, 1 foto 5x7 (que já deveria ser enviada tb digitalmente junto com o DS-160) e o pagamento da taxa do Citibank (USD 140,00), além dos documentos que comprovassem os motivos da viagem, fundos pra banca-la e vínculos com o Brasil.
    Aliás, o que todos os consulados solicitam pra emitir o visto é a comprovação que você não vai ficar lá no país deles gerando custos pro Governo ou permanecerá ilegalmente.

    A primeira entrevista, que foi pro visto do casamento, foi feita em família. Sim isso é possível e até mesmo aconselhável, pois é mais rápido e prático do que cada 1 tirar um visto. A taxa de inscrição era uma só (até 5 membros), porém as taxas do banco eram individuais.
    Como meus pais são idosos, a gente pegou senha preferencial (a entrevista foi uma só com todos juntos), mesmo assim demorou muito.
    Primeiro porque não adiantava chegar muito antes. Tem fila em todos as etapas e você só entra no horário que foi agendado, nem tenha esperança de conseguir adiantar algo.
    É muito importante antes de ir pra entrevista confirmar todos os docs básicos já citados, assim como os docs complementares. Se você precisar tirar alguma cópia na hora vai gastar horrores, os despachantes, foto express e xerox cobram mais do que superfaturado, é quase um crime. Uma conhecida minha quando foi fazer a aplicação esqueceu de imprimir a confirmação de agendamento. Gastou R$20,00 pra imprimir num lugar perto, então já dá pra imaginar...
    Também deve lembrar de não levar nenhum equipamento eletrônico (celular, mp4, maquina digital, tablet e etc) eles são terminantemente proibidos no consulado e lá não tem guarda-volume ou alguém pra deixar as coisas. Se levar, ou tem que jogar fora ou alugar um guarda-volume perto, que tem preços abusivos, lógico. Lembro que tinha um cara na nossa frente na fila que tinha um fone de ouvido no bolso do paletó, coitado teve que se desfazer do mesmo fora do consulado. Obrigada Bin Laden pela paranóica yankee.

    Lá dentro não existia glamour nenhum, eram só filas e mais filas. Primeiro era uma fila pra pegar a senha da pré-entrevista. O funcionário perguntava se já tinha tirado visto antes e se era em família ou individual, assim como o tipo de visto (estudante, negócio, turismo e etc). É com esse funcionário que se pegava a senha preferencial, se for o caso.
    Em seguida, se deixava os docs + passaporte com um funcionário do guichê de pré-entrevista. Dali tinha que aguardar sua senha ser chamada pra coleta das digitais. A ordem de chamada era totalmente aleatória e estranha, não tinha como adivinhar quando chegaria sua vez. Nesse ínterim,  passava uma funcionária distribuindo um envelope de envio express + o doc do aviso de recebimento, que era como os passaportes eram enviados caso o visto fosse concedido.
    Uma vez deixadas as digitais, tinha que aguardar então pra entrevista em si. Como dessa vez estávamos com senha preferencial, logo saindo das digitais, fomos pra ponta da fila e fomos chamados em seguida no guichê.
    A entrevistadora era uma americana loira com sotaque muito carregado. Ela perguntou o motivo da viagem e datas. A gente por iniciativa mostrou o convite, o “save the date”, a declaração da igreja onde minha irmã ia se casar e isso por si foi necessário pra ela informar que o visto seria concedido,  só com a ressalva de que pelo fato de ser o primeiro visto de todos, seria por um período menor (6 meses apenas e com uma única entrada). Ela entregou a ficha pra entregar na saída (pra empresa de envio) e desejou boa viagem pra todos.
    Saímos de lá todos felizes pelo visto, mas com aquela sensação que poderia ter sido melhor se já tivéssemos conseguido o de 10 anos, mas fazer o que?
    Foi feito então o pagamento da taxa de R$20,00 (eu moro na Grande SP) e voltamos pra casa. Depois de 4 dias chegaram os passaportes com os tão esperados vistos.

    O engraçado foi que nenhuma comprovação de fundos, nem documentos pra comprovação dos vínculos com o Brasil foi solicitada. Se a gente tivesse mentido teria conseguido da mesma forma. Eu sei que ir uma família pra entrevista deve dar muita credibilidade, mas mesmo assim foi bem mais fácil do que o esperado... Só o fato de ter tido que gastar tudo de novo pouco tempo depois que foi meio foda, mas valeu a pena.

    Mais tarde conto o que rolou na viagem e o segundo visto.

    Por enquanto é só.

    Att
    Glau



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