domingo, 20 de maio de 2012

Bagagens

Não cabe a mim, muito menos ao meu humilde blog, ajudar com arrumação de bagagens e dicas de marcas, o que levar e etc., porém, como eu trabalhei por praticamente 4 anos com seguro viagem, que inclui aquele típico serviço de busca, tenho algumas informações que são válidas pra serem repartidas.

Primeiro começa com o que pode e não pode ser levado nas bagagens.

Esse link tem as informações detalhadas: 

Tem coisas que são óbvias, mas vale a pena lembrar muito bem do que vai levar na bag de mão, pra não pagar mico no aeroporto tirando as coisas pra jogar de qualquer jeito nas bags grandes.

Acreditem se quiserem, já peguei casos de pessoas que se deram muito mal por carregarem dinheiro e documentos na bagagem despachada, assim como outras que tiveram a bagagem confiscada por carregar um volume muito maior do que é permitido (dentro do que é estabelecido pela cia aérea ou o país de destino), então vale a pena confirmar antes de despachar a bag se o que tá levando é legal e permitido.

Outra dica muito importante: só levar na bag de mão o que for imprescindível pra usar durante o voo (remédio que precisa tomar, travesseiro, casaco, livro, mp4 e etc). Itens cortantes e produtos líquidos com mais de 100ml não permitidos, assim como caixas de remédios ou outras substancias. Para esses itens, é necessário levá-los naquele saquinho transparente tipo ziploc. É melhor providenciá-los antes de ir pro aeroporto, pois lá tudo é mais caro.


Os itens de valor não devem ser despachados de forma alguma. Joias, dinheiro, notebook e documentos devem ir junto com você o tempo todo, pois além do risco de extravio, corre-se o risco da bagagem ser roubada por funcionários do aeroporto, então nunca se deve correr o risco.



Na hora de despachar:

-         O ideal é ter uma bagagem diferente do mais usual, afinal 80% das malas e mochilas são pretas, ou azul marinho ou cinza, sendo assim, as chances de uma pessoa no mesmo voo ter uma bagagem idêntica não é nada remota e a troca de bagagens é uma coisa muito comum... O que vale é comprar uma de cor diferente ou então customizá-la com laços coloridos e adesivos, pois assim além de ser mais fácil de avistá-la na esteira, diminui probabilidades de zica. Pra se ter uma idéia, minha mala é verde fluor hahaha
-         Identificar devidamente a bagagem, colocando nome completo, telefone e e-mail, pois assim se ela for trocada ou extraviada é bem mais fácil de te localizar pra avisar.
-         Se tiver algum conteúdo frágil (devidamente já isolado e protegido) é importante solicitar ao funcionário da cia aérea que coloque aquela etiqueta na bag, pois isso teoricamente faz com que os funcionários tenham mais cuidado no transporte (o que eu não acredito muito que respeitem, mas vale a tentativa). Qualquer dano que ocorra com bens dentro da sua bag não é de responsabilidade da cia e eles não hesitarão em alegar isso posteriormente.
-         Deixar a bagagem fechada com cadeados, pois isso dificulta as ações de ladrões (dentro ou fora do aeroporto).

Recebendo a bagagem

É muito importante verificar as condições de como recebeu a bagagem já dentro do aeroporto, pois qualquer dano causado a bagagem ou roubo deve ser denunciado antes de deixar o local e de preferência com os funcionários da cia aérea podendo comprovar o que você esta alegando.  Por isso, assim que pegar a bagagem na esteira, primeiramente confirme se ela é sua, depois verifique zíperes, cadeado e estado geral da bagagem, se não houve nenhum dano físico à mala ou mochila. Havendo a suspeita dela ter sido violada, abra-a e conferira os itens que nela continham, pois ocorrendo o furto ou dano, você já deve fazer a reclamação com a companhia aérea.

Bagagem extraviada:

Se por um acaso você foi brindado com esse azar, seguem as dicas fundamentais:
-         Logo que confirmar que não há mais nenhuma bagagem pra ser colocada na esteira e a sua não chegou, procure um funcionário da cia aérea e abra o PIR (Property Irregularity Report). Esse documento é de extrema importância para que posteriormente seja possível rastrear a bagagem, assim como comprova a irregularidade ocorrida. Sem ele, a cia aérea pode simplesmente se abdicar do dever de localizar e entregar sua bagagem;
-         Já vi muitos casos de passageiros informarem que o funcionário não queria abrir o PIR. Se isso ocorrer, não aceite de forma alguma. Solicite falar com o supervisor, ameace abrir um B.O ou  faça um barraco. Você tem que ter em mente que durante o voo a cia aérea que é responsável pela sua bagagem e é dever dela devolve-la do mesmo jeito que você a despachou, então esse documento é para sua proteção como consumidor, além de que sem ele, para obter informações e indenizações é mais complicado.
-         Pode variar entre algumas companhias aéreas, mas a maioria é conveniada ao World Tracer, que é um sistema que padroniza as reclamações de bagagem. Os PIRs das cias pertencentes ao WT sempre são de 5 letras e 5 números. As 3 primeiras letras sempre são o código do aeroporto onde a reclamação foi feita, por exemplo Guarulhos é GRU, Galeão é GIG, Charles de Gaulle CDG, John F. Kennedy JFK e etc.; As 2 ultimas letras sempre são o código da cia aérea, como TAP é TP, Delta DL, Ibéria é IB Air France AF e etc.; Os 5 números são gerados pelo sistema. Exemplo: minha bag foi extraviada num voo de Atlanta pra Guarulhos pela Delta Airlines. Meu pir então seria: GRUDL12345
-         A Americam Airlines, a Tam e algumas outras não são pertencentes ao WT, mas também dá pra rastrear as bagagens. Pelas AA o PIR (chamado como file locator) é por seqüência de 6  letras (ex.: ZXCVBN). Pela tem os códigos sempre são JJ + alguns números.
-         Só depois de abrir o PIR com a cia aérea que se deve entrar em contato com seu seguro, pois a busca somente é possível depois de abrir um registro com a companhia aérea. No momento da ligação é importante já ter em mãos o pir e alguns outros dados, como voo e número da etiqueta da bagagem. Se a reclamação não foi aberta em seu nome, informe isso também, pois a busca é realizada com 2 dados: PIR + ultimo sobrenome. Passar o telefone de contato dado pela cia aérea também ajuda na localização
-         Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, os seguros em viagem não possuem pessoas que vão ao aeroporto buscar sua bagagem, assim como não possuem privilégios ou contatos específicos. A busca sempre é feita pela internet ou pelo depto de bagagem da cia, o que pode muito bem também ser feita pelo próprio passageiro. Só é aconselhável acionar o seguro pra fazer a busca se o contato só pode ser feito com telefone do exterior (assim você economiza nas ligações), e caso você não saiba o idioma local.
-         Pras cias conveniadas ao WT o rastreamento pela internet pode ser facilmente realizado pelo site: https://mylostbag.com.
-         A American Airlines possibilita a busca pelo site dela também: http://www.aa.com/intl/br/informacoesDeViagem/dicasDeViagem/informacoesBagagem/bagagemAtrasada.jsp
-         Pelo telefone da embraer no aeroporto de Guarulhos também é possível obter informações, mesmo que o extravio tenha ocorrido em outro local, uma vez que a maioria das cias aéreas possuem sistema integrados e as informações costumam ser mais precisas pelo tel do que pela internet. 
 http://www.infraero.gov.br/index.php/br/aeroportos/sao-paulo/aeroporto-internacional-de-sao-paulo/companhias-aereas.html
-         O depto de bagagem da TAM funciona 24 horas (no aeroporto de Guarulhos) e eles são muito bons em passar infos, as vezes só com o nome do passageiro já consegue localizar dados da bagagem. Pras outras cias, vale lembrar que funcionam normalmente em horário comercial, portanto, se o extravio ocorreu num feriado ou final de semana, vai ter que esperar.

Entrega da bagagem extraviada

A entrega da bagagem não é feita diretamente pela companhia aérea, mas por empresas de delivery contratadas. Às vezes há a possibilidade de você optar por retirar a bagagem no próprio aeroporto, mas na maioria das vezes ela será entregue no endereço informado no PIR.

Essas empresas também trabalham à noite e nos finais de semana, portanto, não será nada extraordinário receber a bagagem num sábado as 22:00 horas.

Quando ela for entregue, antes de assinar o aviso de recebimento, é importante checar a bagagem da mesma forma como se estivesse retirando-a da esteira e só aceitar a bagagem após confirmar que ela esta nas mesmas condições em que foi entregue.

Indenizações

Existem diferentes tipos de indenizações realizadas. Para alguns seguros, o único serviço prestado normalmente é o de busca da bagagem (varia de 5 a 10 dias).

Há outros que possuem alocação de socorro, que lhe paga uma indenização já estabelecida em contrato (portanto não varia se for pra 1 ou 10 bags) caso a sua bagagem permaneça extraviada por um período superior a um já também estabelecido (normalmente 48 horas após o acionamento do seguro, não do extravio). 


Se seu contrato possuir isso, é importantíssimo já contatar o seguro logo após o extravio e a abertura do PIR, pois eles iniciarão a busca e você só terá direito á indenização se for comprovado pelo rastreamento do PIR que a bagagem não foi localizada (e não entregue, pois mesmo que você não a tenha recebido ainda, se tiverem localizado, você não tem direito á alocação).
 Essa indenização pode ser feita por depósito em conta ou por reembolso dos produtos de primeira necessidade comprados, isso varia de contrato pra contrato. Guardar o PIR também é importante, pois eles podem solicitar uma cópia por e-mail ou fax, pra fazer a indenização.

Por fim há a indenização caso a bagagem seja perdida ou danificada. Tem alguns seguros que cobrem ambas as situações, mas a maioria só indeniza se a bagagem for considerada pela cia aérea como perdida.

Vale ressaltar que nas seguradoras, a busca da bagagem tem atendimento 24 horas, já o seguro sempre funciona em horário comercial.

Bom apesar e extenso, acho que minha informações valem a pena.

Por enquanto é só.


trilha sonora do post:





sábado, 19 de maio de 2012

Visitando os USA – Parte II: Embarque e Desembarque


Essa ida pros USA não foi minha primeira viagem de avião, mas foi a primeira internacional, e isso a gente nunca esquece.

Eu fui pela Delta Air Lines, que me pareceu uma cia razoável. O bacana é verificar o site da cia aérea antes e pesquisar bastante o que ela oferece e o que é necessário.
Com essa curiosidade, fiz o check in em casa mesmo, escolhi os assentos meu e dos meus pais e deu pra viajar um pouco mais tranquila.
As passagens foram compradas na CVC do Shopping Santa Cruz. Minha irmã conseguiu um preço muito bom, ida e volta por R$2.000,00, inacreditável!!! Por conta desse valor bom a agente da CVC faturou 7 comissões, pois todos os que viajaram conosco pro casamento da minha irmã compraram com ela, inclusive meus tios que moram em Minas Gerais.

A ida foi São Paulo (GRU) x New York (JFK) x  Detroit (DTW).
Já no aeroporto de Guarulhos quando se está na fila pra despachar bagagem (check in já tinha feito on line) a funcionária da cia fez uma série de perguntas de praxe, como se estávamos levando alguma bagagem de terceiros, vegetais ou sementes e etc. Logo após isso ela colou um adesivo na parte de trás do passaporte, escrito Delta Security e avisou sobre os itens proibidos pra levar na bagagem de mão e na bagagem despachada. Eu tinha até escrito um bom texto sobre bagagem e acabei achando melhor postá-lo a parte com infos só sobre isso

O que eu não gostei muito da Delta foi que a aeronave parecia um pouco velha. Não tinha visor individual e claro, na classe econômica era muito apertada. Mesmo assim viajar pra fora é uma experiência única.
Já começa com a tripulação, que na parte do avião onde nós estávamos não tinha nenhum comissário de bordo brasileiro, então eu tive que servir de tradutora pros meus pais.
Confesso que viajar de avião me incomoda um pouco pela falta de conforto. Quem sabe um dia quando eu tiver grana suficiente pra bancar uma executiva ou primeira classe...

A parte boa foi os filmes atuais, assisti Just Go With It (Esposa de Mentirinha) e The Tourist, mas do segundo mal me lembro. As refeições também eram boas, se bem me recordo foram 3, eu acho... Os funcionários também eram educados e solícitos, pra variar o problema vem dos passageiros. Tinha uma família próxima de nós que não parava de reclamar, dizendo que a Tam era bem melhor e blábláblá. Tava na cara que tavam mesmo querendo se aparecer pros outros passageiros, mostrando uma pseudo-experiência em voos internacionais, coisa ridícula.

Durante o voo a tripulação deu um formulário pra declarar os bens que estavam sendo levados e também o I-94, que é grampeado no passaporte e é retirado quando você deixa o país. É muito importante lembrar de devolver esse bendito papelzinho na saída. Num outro post conto minha experiência...

A declaração de bens pode ser feita pela família como um todo. No nosso caso, declaramos juntos eu e meus pais com meus tios. Já o I-94 é individual

Lembro que no aeroporto JFK, quando estávamos na fila pra imigração (que é feita onde o voo desembarca por primeiro, independente de ser conexão ou escala ou o ponto final da viagem) eu vi que a fila tava bem grande e que a única divisão feita era de americanos e não americanos, ai eu chamei uma funcionária e expliquei que estávamos em conexão e que nosso voo tinha como destino Detroit, nisso, essa mulher pediu que todos que estavam na mesma situação a acompanhasse na fila dos americanos, pra agilizar o serviço e evitar atrasos. Foi ai que a mãe da família insuportável  perguntou pra mim se eu queria ajuda pra sair daquele cordãozinho de separar fila em inglês, num inglês péssimo diga-se de passagem. Juro que eu fiquei com vontade de rir da cara dela, por talvez ter pensado que eu não era brasileira ou pela simples idiotice de resolver também falar inglês pelo simples fato de eu ter me dirigido a uma funcionária americana no idioma dela, mas mesmo assim lancei o thank you e me dirigi com minha família pra outra fila muito mais rápida, gerando inveja dos outros que demoraram mais.

Passamos por um guichê onde o agente de imigração verifica a declaração de bens, pra falar com ele fomos eu e meu tio, que do grupo eram os únicos que falavam inglês. Ele também olha os passaportes e grampeia o I-94 carimbado com a data de entrada e o tempo de permanência máxima no país. Ele pode também requerer outros documentos que comprovem o local onde ficará hospedado, fundos pra se bancar durante a viagem, seguro saúde (que não é obrigatório como na Europa), passagem de volta e etc. No nosso caso nada disso foi solicitado, mas é importante ter esses documentos em mãos na hora que chegar no país. Ele tira as digitais e uma foto e te libera pra pegar as bagagens, que passarão por outros funcionários, que verificarão se esta sendo transportando algo ilegal ou proibido. Nessas horas que eu penso que viajar sem saber se comunicar em inglês é um pouco furada. Meu tio mesmo que tem grande conhecimento nesse idioma teve um pouco de dificuldade em entender o que era perguntado, percebi que ele meio que ficou desesperado quando o agente da imigração começou a falar e ele não entendeu nada. Foi ai que eu dei graças a Deus de por conta do meu trabalho precisar falar inglês com gente do mundo todo todos os dias rs.

A gente pegou as bagagens em outra parte, onde parecia um mini balcão de check in. Fomos pro Raio X, onde o agente muito simpático falava um inglês com espanhol. É engraçado como esse povo acha que todos os latinos falam espanhol hahahahaha
A gente tava levando muitos doces brasileiros, que seriam servidos na festa do casamento. Meu tio mesmo levava queijos, que é teoricamente proibido transportar por ser perecível, mas quando explicamos que eram chocolates e candies eles não fizeram maiores questionamentos não. Aliás, só abriram uma mala porque eu indiquei que levávamos alimentos. Achei melhor não mentir nem omitir nada, afinal, na terra dos outros querer ser malandro pode acabar muito mal. Uma vez aprovadas as bagagens, elas foram novamente despachadas pra seguirem pra Detroit, sem necessidade de serem etiquetadas de novo, pois já saem do BR com tags do destino final.

Ai a gente foi liberado pra prosseguir a viagem, só tinha um detalhe: o aeroporto JFK é enorme e olha que a gente só ficou na asa das cias Delta, KLM e Air France. Ficamos um tempão tentando achar um lugar pra comer e só depois de nos informarmos que fazendo o check in teríamos mais opções que encontramos o paraíso.


 A parte de dentro parece um shopping, muito legal, uma variedade de restaurantes, lojas e o mais legal: umas torres de I-pad pra uso gratuito. Isso mesmo, as fotos abaixo comprova o que eu to falando.





Até as cunhadas da minha irmã disseram que não sabiam que isso existia lá hahahaha.

O trecho New York x Detroit foi tumultuado pra gente por conta de uma família (novamente) de um povo que nós realmente não sabíamos o que eram, falavam uma mistura de francês com aqueles dialetos da África. Eram barulhentos e não paravam quietos, um horror. Ainda bem  que o trecho era curto e o martírio durou pouco.

Chegando em Detroit vimos como Guarulhos é pequeno, muito grande o aeroporto de lá também, tem inclusivo um trenzinho pra levar de uma ala até a outra, fora que todo o trajeto tem aquelas esteiras pra pedestres.

O mais curioso foi quando descemos na parte das bagagens e lá estavam minha irmã e o sogro dela. Ai todos ficaram com cara de interrogação se perguntando como eles tinham chegado lá e pra melhorar a surpresa eles falaram que entraram lá sem problemas nenhum, uma vez que as esteiras de bagagens ficam numa parte de acesso comum, inclusive próxima à saída pro estacionamento. Imagina se não é fácil roubar bagagem lá. Pra um país tão neurótico como os USA isso é falho ou excesso de confiança em seus habitantes rs

Bom a parte da volta eu deixo pra outro post, afinal, esse já ficou longo d+.

Por enquanto é só.

Att
Glau


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sexta-feira, 18 de maio de 2012

Saiu meu visto canadense!!!

Acabei de receber a ligação da agência de viagens informando que meu visto de estudante foi concedido!!!
Finalmente acabou essa agonia, essa espera e eu sei que vou pra Montreal de verdade.
Eu tava ficando aflita com essa demora da resposta, já ia até verificar remarcação de passagem e nova data de início do curso, mas agora é oficial, em uma semana embarco pro Canadá.

Por enquanto é só.

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sábado, 12 de maio de 2012

Visitando os USA – Parte I: Primeiro Visto

Sim meu blog é sobre o intercâmbio pro Canadá, mas achei válido relatar sobre essa viagem que fiz ano passado...

No finalzinho de 2010 fomos surpreendidos pela minha irmã Vivi, que anunciou que iria casar em Junho de 2011.
Pois bem, foi a hora da família inteira se organizar pra ir pros Estados Unidos em um pouco mais de 6 meses.
Eu que pensava que minha primeira viagem internacional seria pro intercâmbio.
Nisso vieram duas preocupações: dinheiro e visto pros Estados Unidos. Confesso que a primeira foi a pior, mas consegui resolver graças à ajuda da minha mãezinha linda do coração que pagou minhas passagens, se não, no way...

Bom sobre o visto eu até postaria os procedimentos necessários (por incrível que pareça eu consegui a proeza de tirar visto de turista por 2 vezes no mesmo ano!!!), mas como recentemente as regras e valores foram mudados, então só vou dar um breve relato do que fiz nas aplicações e entrevistas.

Não sei com detalhes como é agora, mas quando eu fiz, independente de ser primeiro visto ou renovação, tinha que pagar uma inscrição de R$ 38,00 pra agendar a entrevista e depois poder preencher o DS-160 e enviar o formulário pro consulado. No dia da entrevista tinha que levar a confirmação do agendamento, o comprovante do envio do formulário, 1 foto 5x7 (que já deveria ser enviada tb digitalmente junto com o DS-160) e o pagamento da taxa do Citibank (USD 140,00), além dos documentos que comprovassem os motivos da viagem, fundos pra banca-la e vínculos com o Brasil.
Aliás, o que todos os consulados solicitam pra emitir o visto é a comprovação que você não vai ficar lá no país deles gerando custos pro Governo ou permanecerá ilegalmente.

A primeira entrevista, que foi pro visto do casamento, foi feita em família. Sim isso é possível e até mesmo aconselhável, pois é mais rápido e prático do que cada 1 tirar um visto. A taxa de inscrição era uma só (até 5 membros), porém as taxas do banco eram individuais.
Como meus pais são idosos, a gente pegou senha preferencial (a entrevista foi uma só com todos juntos), mesmo assim demorou muito.
Primeiro porque não adiantava chegar muito antes. Tem fila em todos as etapas e você só entra no horário que foi agendado, nem tenha esperança de conseguir adiantar algo.
É muito importante antes de ir pra entrevista confirmar todos os docs básicos já citados, assim como os docs complementares. Se você precisar tirar alguma cópia na hora vai gastar horrores, os despachantes, foto express e xerox cobram mais do que superfaturado, é quase um crime. Uma conhecida minha quando foi fazer a aplicação esqueceu de imprimir a confirmação de agendamento. Gastou R$20,00 pra imprimir num lugar perto, então já dá pra imaginar...
Também deve lembrar de não levar nenhum equipamento eletrônico (celular, mp4, maquina digital, tablet e etc) eles são terminantemente proibidos no consulado e lá não tem guarda-volume ou alguém pra deixar as coisas. Se levar, ou tem que jogar fora ou alugar um guarda-volume perto, que tem preços abusivos, lógico. Lembro que tinha um cara na nossa frente na fila que tinha um fone de ouvido no bolso do paletó, coitado teve que se desfazer do mesmo fora do consulado. Obrigada Bin Laden pela paranóica yankee.

Lá dentro não existia glamour nenhum, eram só filas e mais filas. Primeiro era uma fila pra pegar a senha da pré-entrevista. O funcionário perguntava se já tinha tirado visto antes e se era em família ou individual, assim como o tipo de visto (estudante, negócio, turismo e etc). É com esse funcionário que se pegava a senha preferencial, se for o caso.
Em seguida, se deixava os docs + passaporte com um funcionário do guichê de pré-entrevista. Dali tinha que aguardar sua senha ser chamada pra coleta das digitais. A ordem de chamada era totalmente aleatória e estranha, não tinha como adivinhar quando chegaria sua vez. Nesse ínterim,  passava uma funcionária distribuindo um envelope de envio express + o doc do aviso de recebimento, que era como os passaportes eram enviados caso o visto fosse concedido.
Uma vez deixadas as digitais, tinha que aguardar então pra entrevista em si. Como dessa vez estávamos com senha preferencial, logo saindo das digitais, fomos pra ponta da fila e fomos chamados em seguida no guichê.
A entrevistadora era uma americana loira com sotaque muito carregado. Ela perguntou o motivo da viagem e datas. A gente por iniciativa mostrou o convite, o “save the date”, a declaração da igreja onde minha irmã ia se casar e isso por si foi necessário pra ela informar que o visto seria concedido,  só com a ressalva de que pelo fato de ser o primeiro visto de todos, seria por um período menor (6 meses apenas e com uma única entrada). Ela entregou a ficha pra entregar na saída (pra empresa de envio) e desejou boa viagem pra todos.
Saímos de lá todos felizes pelo visto, mas com aquela sensação que poderia ter sido melhor se já tivéssemos conseguido o de 10 anos, mas fazer o que?
Foi feito então o pagamento da taxa de R$20,00 (eu moro na Grande SP) e voltamos pra casa. Depois de 4 dias chegaram os passaportes com os tão esperados vistos.

O engraçado foi que nenhuma comprovação de fundos, nem documentos pra comprovação dos vínculos com o Brasil foi solicitada. Se a gente tivesse mentido teria conseguido da mesma forma. Eu sei que ir uma família pra entrevista deve dar muita credibilidade, mas mesmo assim foi bem mais fácil do que o esperado... Só o fato de ter tido que gastar tudo de novo pouco tempo depois que foi meio foda, mas valeu a pena.

Mais tarde conto o que rolou na viagem e o segundo visto.

Por enquanto é só.

Att
Glau



trilha sonora do post:

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Guardando dinheiro

Pois é passei bastantes dias sem postar por conta da correria, mas aqui estou eu de volta.
Nesse meio tempo já fiz o exame médico do consulado, saíram os resultados (tudo ok graças a Deus) e confirmei pelo rastreamento do sedex que chegaram em Ottawa em 07/05 e agora é só esperar, esperar, esperar..
Muitas pessoas me perguntam se eu estou ansiosa. A resposta é sempre a mesma: só quando sair o visto que a ficha vai cair, então por ora to nessa.

Bom vocês já devem ter reparado que eu to seguindo uma lógica linear nos posts. É assim que eu me organizo melhor. Poderia ter postado nos mesmos dias as experiências atuais, mas vou guarda-las pra mais tarde, assim posso dar mais detalhes.

Como eu havia dito antes, farei um intercâmbio para Montreal – QC por um ano, sendo que nos 6 primeiros meses eu somente poderei estudar, no segundo semestre que o Governo Canadense me dá a permissão pra trabalhar (sempre no tempo proporcional ao estudado anteriormente). Pois bem, juntar dinheiro não é nada fácil!

Como já falado nos outros posts, eu juntava uma graninha todo mês, por isso quando firmei o contrato com a agência já tinha um montante bom pra dar a entrada e pagar as primeiras prestações. Isso é um conselho que eu dou pra quem pretende fazer um intercâmbio e pagará pelo mesmo. Quanto maior o valor da entrada, menores são as prestações restantes. Eu não gosto de dívidas longas, nunca se sabe o que te espera daqui a alguns meses, que dirá então em um ano, por isso não me vejo passando um ano inteiro pagando por alguma coisa.
Uma semelhança que vi nas agências que visitei foi que a maioria tinha o parcelamento em até 6 vezes sem juros. Normalmente é dada uma entrada maior e depois são prestações iguais. Elas também aceitam financiar em até 15 vezes, mas vai um juros lascado, não vale a pena, essa grana pode fazer falta no futuro. Por isso da dica de poupar antes, pra poder negociar melhor depois. Um amigo meu conseguiu parcelar em 8 vezes tranqüilo na agência onde contratei o meu curso.

O planejamento é fundamental, sem ele não tem como, esquece... O que me ajudou muito foi fazer uma poupança vinculada à conta corrente, onde é depositado meu salário. A facilidade e segurança da transação são ótimas, até pra abrir e fácil. Pra mim bastou pelo próprio caixa eletrônico criar a poupança (mesma numeração da c/c, porém com uma extensão de 3 dígitos no final) e sempre fiz as transferências por ele também, sem nenhum custo adicional.
O dinheiro da poupança sempre foi sagrado. Se no final do mês eu via que ia apertar as coisas, nunca considerava os valores guardados lá, dava um jeito, abria mão de algo ou então optava por coisas menos caras. Foram raríssimas as vezes que precisei sacar dinheiro dela pra usar pra outros fins que não fosse o intercâmbio, e mesmo assim depois sempre repunha o valor como se tivesse cobrindo o limite da conta corrente.
Outra coisa importante, toda e qualquer grana que restava ia pra poupança, isso era de lei.
Serei sincera, é chato, é difícil e é muuuuuito doloroso. Foram várias as roupas, sapatos, presentes e outras coisas que eu queria comprar, mas não fiz porque sabia que não era um gasto necessário no momento. Também economizei muito em saídas com amigos, comprinhas bobas no mercado, almoços fora de casa e assim por diante.

Fica mais fácil se eu exemplificar meu planejamento desde o início.

1-     Contratar um curso com muito tempo de antecedência:
Eu fechei o pacote com a agência dia 27/12/2012 e tenho data prevista pra embarque no final de Maio de 2012. Isso foi tempo suficiente pra juntar a grana necessária pra pagar o curso e juntar a grana pra me manter no primeiro semestre. O levantamento dos valores deve ser feito minuciosamente antes de entrar na dívida. Eu pesquisei não só o curso, mas passagem aérea, seguro viagem, custo de vida no país, visto, inscrições e taxas e o que precisa comprar pra viagem;

2 – Abrir uma poupança:
Mesmo tendo um rendimento baixo, pelo menos se ganha mais do que deixar a grana na conta corrente, fora que não tendo acesso direto ao dinheiro, ajuda a evitar a tentação de gasta-lo;

3 – Ter um montante fixo pra ser guardado todo mês:
É simples, basta somar o valor total a ser guardado e dividir pelo número de meses que faltam até a data prevista, porém tem que levar em consideração os custos já citados. Sempre acrescente um pouco mais ao valor da divisão. Se deu R$ 300, guarde R$400. Outra coisa, no ato da entrega dos documentos pro visto, o montante apresentado já deve ser o solicitado pelo consulado, ou seja, mesmo que você saiba que depois vai juntar mais grana, os comprovantes devem ter já o valor mínimo solicitado pro tempo de viagem;

4 – Toda e qualquer grana que sobrar no início ou final de mês deve ser guardado:
13º salário, férias, aumento, horas extras, bônus e etc. Tudo isso, quando vinham, eu salvava pelo menos metade na poupança. Isso me permitiu ter uma flexibilidade maior nos outros meses. Dica: já faça a transferência logo quando cai o dinheiro em conta.

5 – Nunca contar com um dinheiro que ainda não tem de fato:
No bom português – não gastar por conta. Eu sempre paguei e me endividei com aquilo que eu já tinha como arcar. Evita surpresas indesejadas e nome no SPC.

6 – Se for usar o auxilio financeiro de outras pessoas, deve sempre deixa-los a par de tudo:
É importante desde o começo informar seu patrocinador (como é chamado pelo consulado) do tanto que ele terá que te disponibilizar pra viagem, assim como quando isso deverá ser feito. Desde o começo eu informei minha mãe dos valores e confirmei com ela se realmente tinha como me ajudar. Isso bate com o que eu disse na dica 5, pois as vezes você acha que tá tudo certo e acaba dando com os burros n’água. Minha mãe tá pagando minha passagem aérea e vai pagar meu seguro viagem, foi uma forma bacana de ela me ajudar, pois ambos podem ser divididos sem juros no cc e é bem menos pesado se precisasse pagar a vista. Ela também foi minha patrocinadora na entrada do visto, e sem os saldos das contas dela as coisas não andariam bem....


Bom por enquanto é só


Att
     Glau




     trilha sonora do post: 


quinta-feira, 3 de maio de 2012

Contratando a agência

Sim é muito importante escolher onde qual é a agência onde vai comprar o intercâmbio, pois 75% dos tramites pro programa serão feitos por ela e isso determinará se os seus planos serão ou não concluídos.


Para qualquer coisa que eu faça primeiro que começo pela internet. Com uma simples busca no google já aparecem várias agências, só foi preciso filtrar.

Primeiro eliminei as que eram fora de São Paulo, nem cheguei a cogitar contratar uma onde não pudesse ir pessoalmente. As não muito conhecidas ou com site estranho também já saíram em seguida, pois se um empreendimento não tem dinheiro pra manter um site descente já demonstra pra mim um certo amadorismo preocupante.
Ai dei preferência pras que tinham destinos variados, convênios com escolas e faculdades, além de depoimentos de ex-alunos e clientes, sei que podem ser forjados mas isso depois tem como descobrir. Eu também levei em consideração o endereço da agência. Se ela tem dinheiro pra se manter em um lugar bem localizado dá pra supor se seja bem sucedida no ramo.

Antes de ir pessoalmente é muito importante ligar pro lugar, pois a maioria das agências de intercâmbio pedem que seja agendado um horário antes, assim eles conseguem te dar uma atenção maior do que se você aparecer do nada e ficar esperando até que alguém te atenda. Tem outras que só te recebem com agendamento prévio, não são abertas ao público em geral (normalmente as que ficam em prédios comerciais e é necessário identificação na portaria e confirmação com o condômino pra permitir a entrada).

Dentre as tentativas antes de me formar e a depois de já estar trabalhando, quando já tinha determinado mesmo dar entrada num curso no exterior visitei algumas de São Paulo e também de Alphaville:

CI : contam com uma variedade grande de cursos e possuem vendedores atenciosos. Mas como na minha primeira experiência eu não consegui fazer um estágio no exterior com eles (achei que deixaram um pouco a desejar no auxilio da busca e aplicação pra vaga) não os procurei depois.    

STB: Praticamente tem os mesmos destinos e cursos da CI. Também contam com agentes atenciosos, mas os cursos eram caros, então descartei também.

Study Travel: Só com horário marcado. Tinha uns pacotes legais, mas a agente que me atendeu era um pouco prepotente, então nem quis voltar lá depois. A vantagem é que os valores são disponibilizados no site, coisa que todas as outras não tinham

Cultura Global: Também precisa de horário marcado pra ir. Tem uns valores legais, mas não quis fechar com eles pelo simples fato do agente ter me deixado esperando mesmo eu tendo ligado antes a agendado uma visita. Se pelo menos tivesse se apresentado e somente pedido pra que eu aguardasse um pouco até que terminasse de atender um outro cliente não teria problemas, mas nem isso foi feito, ai perdeu a cliente

Experimento: Foi por onde minha irmã fez o intercâmbio dela, mas não cheguei a cogitá-los pois só vi programa de Aupair e isso nunca me interessou de fato.
EF: Têm uma estrutura e organização muito boa, fui muito bem atendida na loja de Alphaville, mas os programas eram caros demais. Se eu tivesse um pouco mais de grana acho que teria fechado com eles.

Egali: é onde eu comprei meu pacote. Que conquistaram com o bom atendimento, variedade e valores bons. Só o depto de visto deles que deu umas mancadinhas, mas o de vendas e operacional foram certinhos em tudo.

Depois de todas as visitas claro que eu busquei na internet pra ver se tinha alguma reclamação deles. È sempre importante isso, pois é melhor descobrir antes de assinar algum contrato do que depois, quando a merda já aconteceu e você descobre que não foi o único a passar pela roubada.

Vale tudo: procon, reclame aqui, orkut, facebook e qualquer resultado que o google disponha sobre a agência. Como não achei nada relevante no dia 27/12/2010 fechei meu curso de francês por 48 semanas em Montreal – QC e estou preste a inicia-lo se der tudo certo com o visto.

Depois de já ter praticamente pagado o curso todo descobri um site muito importante, o da ABAV – Associação Brasileira de Agências de Viagens- http://www.abav.com.br/. Claro que nem todas as agências são associadas a eles, a Egali mesmo não é, mas por ser um órgão representante da categoria, serve de parâmetro de respaldo, então fica a dica.

Eu não cheguei a fazer isso, pois senti uma firmeza muito grande na agência que contratei, mas vale a pena antes de contratar qualquer coisa se comunicar com ex-alunos e clientes e ver como foi a experiência deles. Um local confiável sempre irá te dar essa opção, afinal quem não deve não teme. Eu até cheguei a trocar uns 2 e-mails com um rapaz que tinha ido pra mesmo escola que eu irei em Montreal pela mesma agência, mas eles não respondia direito as perguntas, era vago nas coisas e isso me irritou, ai preferi deixar pra lá. Mas gostei da postura de transparência em dar a cara a tapa se necessário (no caso a agência).

O mais importante de tudo é ter cautela, calma e bom senso. Quanto mais opções foram averiguadas maior a probabilidade de você fazer uma escolha boa. As dúvidas devem ser feitas e esclarecidas antes de você se comprometer a honrar uma dívida (que, diga-se de passagem, não é barata) com um local. Todos vão querer te vender algo e o melhor é além de ver os prospectos pessoalmente pedir que te mandem também pelo e-mail (sim eles fizeram isso comigo), pois assim dá pra comparar melhor o que tem. 

Cobrar um bom atendimento desde o início também é muito importante. Eu nesse sentido sou chata mesmo (dá pra ver nos meus relatos) pois por ser um acontecimento muito importante na minha vida quero ter toda a atenção devida, afinal, ninguém vai pedindo favor nesses lugares.

A sua agência de viagem deve ser sua aliada e facilitadora, não o contrário.

Após isso posso garantir que apesar de trabalhoso acabando dando um resultado bom.


Por enquanto é só

Glau

Trilha sonora do post:





quarta-feira, 2 de maio de 2012

Para onde ir


Foi-se o tempo que era necessário viajar pra descobrir outros países, culturas e idiomas. Com esse mundo globalizado onde vivemos basta ter um computador e uma internet de banda larga e voilá! Essas facilidades podem ajudar muito na hora de escolher o destino de uma viagem e no meu caso não foi muito diferente.
Por sorte eu tenho duas irmãs que já viveram foram do Brasil por um tempo e agora voltaram a não habitar terras tupiniquins. A Vivi morou nos Estados Unidos e a Cris no Reino Unido e por fim, pra contrariar toda lógica possível eu escolhi o Canadá.

A principio eu pensava em ir pra algum país aperfeiçoar meu inglês. Estudei esse idioma por alguns anos, consegui um diploma de conclusão pelo CNA e fiz 1 ano de conversação numa escola de idiomas próxima de casa. Inclusive foi graças à fluência no inglês que eu consegui o emprego onde estou, pois como trabalho no depto internacional é fundamental saber se comunicar em inglês que é a língua comercial.
Eu até tinha planos de fazer algum curso preparatório pra exames de proficiência, de preferência o TOEFL, pois depois pretendia fazer alguma inscrição em pós-graduação em uma universidade internacional e pra isso é determinante ter uma pontuação mínima X pro curso (varia de curso pra curso, instituição pra instituição).

Para o inglês as opções eram Estados Unidos, Reino Unido, Australia, Nova Zelândia e Canadá. Por eliminação saiu UK por conta do alto valor pra se manter, uma vez que euro ou libra esterlina são o dobro podem chegar ao triplo do nosso pobre realzinho.

Sim o dólar e toda sua crise foram determinantes nesse ponto.

Os países da Oceania foram descartados por conta de serem pequenos e terem o clima próximo ao do Brasil, além de terem um sotaque que me soa muito estranho (experimente falar com um australiano ou neozelandês, é HORRIVEL!!!), então acabou me sobrando os países da América do Norte.
Nas muitas pesquisas virtuais e  visitas presenciais que fiz em agencias de intercambio até cheguei a cogitar ir pra Boston, Seattle, San Diego ou  San Francisco, que são destinos bastante comercializados pra intercâmbios e os valores dos pacotes e pra se manter não são tão exorbitantes quanto uma New York da vida, até que descobri o programa que irei fazer pro Canadá, que permitia trabalhar, o que não é possível na terra do tio Sam.

Poder trabalhar durante o intercâmbio pra mim foi essencial, pois se eu precisasse juntar dinheiro suficiente pra conseguir me manter fora sem sufoco ai eu teria que abrir mão de alguma coisa preciosa, tipo pegar um período muito menor de curso, trabalhar por muito mais tempo no Brasil ou me virar em dois empregos.
Por sorte tinha esse programa Go Canada, que me surgiu muito interessante a proposta, de estudar por um tempo em Vancouver, Toronto ou Montreal (mínimo de 12 semanas de curso pra depois ter 12 semanas de trabalho permitido pelo governo). Nunca cogitei ir pra um lugar onde tivesse que trabalhar ilegal imagino que é um risco muito grande, pois ser deportado é uma mancha gravíssima nas pretensões de quem pretende viajar o mundo todo.

O que me levou a eleger Montreal foi a oportunidade de morar numa cidade bilíngüe, de conhecer a cultura quebecoise e o fato de a empresa onde eu trabalho ter também um escritório lá, então eu sabia que a questão de infra-estrutura pra atendimento médico seria ok (sim isso foi importante pra mim).

Como eu tenho uma amiga que tá no processo de imigração pro Quebec eu pude ter um pouco de contato com o que essa província tem a oferecer e  se por um acaso um dia eu queira sair do Brasil pra sempre essa seria uma possibilidade, e nada melhor do que já conhecer o lugar pra saber se vale a pena ou não.
Pesquisei bastante a cidade, já li muitos blogs de pessoas que foram pra lá pra viajar por lazer, estudar e também imigrar. Vi várias comunidades do orkut e tive acesso à biblioteca do Senac Consolação (onde estudei francês e espanhol no ano passado) e lá tem uma prateleira só dedicada ao Quebec.

De uma forma geral tudo que tive contato tinham muito mais coisas a favor do que contra, então acho que a escolha foi certa, mas só vivendo pra saber.
Como eu acho o idioma francês lindo e sempre tive vontade de estuda-lo, foi ele que eu escolhi no final das contas como curso na escola pra onde vou. Também contei com o fato que gosto e prefiro frio e já sei me virar em inglês, portanto estuda-lo novamente não seria não necessário/interessante quanto aprender uma nova língua.

Se for pra enumerar o que deve ser levado em consideração, eis as minhas dicas:

1 – Clima e geografia: não adianta nada ir pra um país super frio se você não gosta desse clima, isso só traz sofrimento. Mesma coisa se você não suporta calor, morar num país quente só tirará o prazer das coisas. Durante a faculdade morei numa cidade muito quente e sofri muito, mas muito mesmo. Também deve ser pensado se a “natureza” do local é compatível com seus gostos. Eu mesma não iria pra um lugar cheio de montanhas, ou só tivesse praias ou no meio do mato, cheio de insetos e clima úmido porque eu odeio muito tudo isso;

2 – Idioma: Eu acredito que todos são capazes de aprender, mas existem pessoas que realmente não conseguem, já vi isso com muitos clientes que atendi, que estavam morando fora há meses e não sabiam falar o idioma local, então se você tem a dificuldade com a língua as vezes é melhor abrir mão de morar lá e decidir numa outra oportunidade ir pra visitar;

3 – Cultura local: pra quem sempre morou em uma cidade pequena se jogar numa metrópole pode não ser uma boa idéia. O inverso também é valido, pois muitas pessoas vão pra cidades pequenas e isoladas e acabam descobrindo que estavam melhores no Brasil. Montreal é a segunda maior cidade do Canadá e exala cultura por tudo quanto é lado, o que eu amo. Vale muito a pena ver quais são os atrativos da cidade, calendário de festas e eventos, guias de viagens e ver se tem coisas que te interessam ou não;

4 – Custo de vida: Infelizmente pra realizar um sonho é necessário desembolsar dinheiro. Não tem como ser de outra forma se não essa. Às vezes o curso e as passagens aéreas são baratas, mas você acaba descobrindo que aluguel, comida e transporte são caros, ai já era, se não tá dentro do seu orçamento não adianta sair do Brasil pra ficar numa pindaiba maior do que aqui. Eu pesquisei muito isso antes e vi que viver no Canadá sai mais barato do que nos USA Além disso, tratando-se de saúde, os valores no Canadá são muito menos que nos Estados Unidos.

5 – Número de brasileiros: claro que você quem vai escolher com quem vai ter amizade, mas evitar um destino muito óbvio pra mim foi importante. Montreal tem sim brasileiros, mas não tanto quanto Toronto e Vancouver, assim como os destinos listados nos USA. Eu pretendo ter um convívio mínimo com brasileiros, pois realmente quero aprender outro idioma. Já vi muitos casos de pessoas que não aproveitaram o tanto quanto poderiam por ficarem reclusos a grupos de brasileiros. Pra mim isso é burrice e desperdício de tempo e dinheiro.

É acabei falando demais, mas sou assim mesmo, prolixa e detalhista.

Por enquanto é só


Glau

trilha sonora do post: 


terça-feira, 1 de maio de 2012

Making decisions


Decidir fazer um intercâmbio não é uma escolha tão fácil de ser feita. Pra muitas pessoas o fato de eu querer morar fora do Brasil por 1 ano é um ato de coragem impar, ainda mais que esse “morar fora” implica em ir pro outro extremo da América, ou seja, voltar não é tão simples.

Pode dizer com toda certeza que os exemplos que tive em casa foram determinantes pra que as coisas não fosse tão difíceis ou complicadas como muitos acreditam que seja.

Tenho 2 irmãs mais velhas (gêmeas) que foram abrindo o caminho e por elas eu pude ver o que dá certo ou não.
Tudo começou com a questão da faculdade. Aqui na minha família as 3 filhas estudaram em universidades públicas. Primeiro foi a Vivi, que passou em química na Unicamp e morou por quatro anos em Campinas – SP. Depois foi a Cris, que passou em biomedicina na Unifesp e continuou morando em casa, porém no doutorado dela morou em Liverpool – UK por um ano. Por fim eu, a mais nova, que passei em turismo na Unesp e morei por três anos e meio em Rosana – SP.

Como minhas irmãs não tiveram nenhuma hesitação na hora de sair de casa pra estudar, foi mais do que natural pra eu ir morar em uma cidade 800 km longe de casa, com pessoas que eu nunca tinha visto e viver experiências memoráveis. Pelo fato de eu ter tido um crescimento pessoal tão grande e vi que depois da faculdade as coisas não seriam, nem deveriam, serem as mesmas.

Mesma coisa aconteceu no pós-faculdade. A Vivi foi pra Michigan como Aupair. Ficou lá por dois anos, voltou pro Brasil e viu que nunca mais conseguiria se adaptar à nossa vida tupiniquim e decidiu voltar pra sempre. Deu entrada como estudante, conheceu meu atual cunhado, se casou e hoje tem o greencard.

A Cris conseguiu um emprego e um pós doc num hospital no Arizona. Já mora lá por um ano e todos aqui de casa acreditam que também não voltará mais.

Confesso que antes da Vivi ter ido pela primeira vez pros Estados Unidos não passava pela minha cabeça sair do Brasil. Acho que muitas pessoas não têm essa ambição, mas quando ela voltou pro Brasil me deu a maior força e inspiração. Eu ainda tava na faculdade e até tinha cogitado fazer um programa de estágio pela CI. Acabou não dando certo, só perdi dinheiro e ganhei uma frustraçãozinha. Confesso que até hoje não consigo passar em frente a loja de Alphaville sem sentir um pouco de raiva.
Acabei fazendo um estágio não remunerado num museu, pois pra se formar era obrigatório ter um estágio, e adiei o plano de sair do Brasil pra depois de formada.

Calhou de eu conseguir o emprego que eu estou hoje antes mesmo de colar grau, esse é meu primeiro e único emprego até hoje. Desde o primeiro mês eu juntava uma pequena quantia de dinheiro. Era bem pequena mesmo porque meu salário não era lá aquelas coisas e minhas prioridades também eram outras.

Pelos motivos que eu já mencionei no post anterior eu finalmente decidi botar pra funcionar e correr atrás do meu sonho (sim posso agora dizer que tinha um sonho) e fui pesquisar o que tinha disponível no mercado, quais eram as agências de intercâmbio e o que se encaixava melhor com minhas expectativas, dinheiro, tempo e perfil.

Agora nesse exato momento eu posso listar alguns fatores que foram decisivos pra mim:

1 – Não ter nada me prendendo no Brasil
Sou solteira e sem filhos, então esse é o meu momento. Tenho plena consciência que em outras circunstancias não será tão fácil largar tudo e tentar algo novo em outro país. Enquanto tenho tempo, dinheiro e disposição meu mundo não tem barreiras;

2 – Já ter morado longe antes
Tudo bem que 800 km é ridículo se comparado aos 8.145 km de Montreal. Em Rosana eu podia voltar pra casa todo feriado, bastava pegar um busão e estava lá no aconchego da casa dos meus pais, no Canadá não será assim. Mas em ambos os lugares eu não sabia nada antes de me mudar, o desconhecido me é igual e pelos resultados que tive durante a faculdade vi que eu consigo sobreviver sem ter meus pais tomando conta de mim, o conforto e comodidade de ter tudo em casa e consigo enfrentar os problemas quando eles aparecem. Claro que o desafio em outro país será bem maior, uma vez que me sustentarei 100%, é outra língua, outra cultura, outras leis e outros padrões, mas já tive o gostinho da liberdade e me considero pronta pra novos passos;

3 – Melhorar meu currículo
Todo mundo sabe que ter vivido em outro país é um plus no currículo pra muitas profissões. Pra mim, que sou formada em turismo, é um baita diferencial. Eu sei que voltando dessa viagem estarei dominando o francês e também terei melhorado muito meu inglês;

5 – A curiosidade
Na minha cabeça não tem como você crescer se não tiver curiosidade. Eu sou uma grande curiosa, sempre tive ânsia por saber mais. Acho um pouco deprimente pensar que muitas pessoas desperdiçam suas vidas se contentando em nascerem, crescerem e morrerem na mesma cidade, com a mesma vidinha de sempre. O que mais vi foram pessoas com as quais convivi no passado e hoje estão envelhecidas, tristes e confirmadas. Eu imagino como deve ser a visão de mundo de pessoas assim. Eu gosto de ver, viver, experimentar o novo, o diferente, o desconhecido e o incomum. Talvez Montreal seja o primeiro passo de muitos, espero eu;

6 – Poder bancar
Sei que comparado a muitos eu sou sortuda por poder ter podido juntar dinheiro e também por ter uma mãe que também me ajudou bastante. O dinheiro que eu gastei até agora é suficiente pra comprar um carro 0 km, ou pagar uma pós-graduação boa, quem sabe também dar entrada numa casa própria. Mas isso eu deixarei pra depois, espero que eu volte ao Brasil melhor e com mais condições do que sai.
Não que eu pretenda juntar grana nesse intercâmbio, nem tem como. Mas sei que minha bagagem será melhor na volta.

Bom no próximo post eu desenvolverei melhor a pesquisa e escolha da agencia de viagens.

Por enquanto é só.

Glau

trilha sonora do post: 

Pilot



Bom como todas as séries de tv meu primeiro contato com essa novavidade tem o título de Pilot.

Servirá de teste e termometro pra ver se vai vingar ou não essa história toda de disponibilizar pro mundo minhas informações pessoais.

Como eu vi em muitos outros blogs histórias que me ajudaram, eu pensei em dar minha contribuição também. Quem sabe um dia não sirva de algo pra alguma outra pessoa?

Começando pela apresentação meu nome é Glauciane, mais conhecida pelos outros por Glaucia, Glauci ou Glau. Tenho 27 anos completados no mês de fevereiro e estou nos tramites pra realizar um intercâmbio de 1 ano em Montreal - Canadá.
Por isso o título do blog: experiência montreal, pois pretendo colocar aqui o início, meio e fim desse ano sabádo e cheio de surpresas.

Sou formada em turismo e trabalho em uma empresa de assistência, propriamente com atendimento médico em viagens. Pelo meu trabalho tenho contato direto diariamente com turistas, intercambistas e viajantes de forma geral, porém nunca na sua forma prazeirosa da viagem.
Sempre falo com essas pessoas no momento chatinho ou trágico, isso depende se o contato comigo trata-se de uma simples gripe ou o repatriamento de um ente querido (seja vivo ou morto).

Eu entrei nessa empresa meio que no susto. Em 2008 eu estava no processo final do meu TCC e na maratona de entrevistas surgiu uma vaga para ser assistente internacional.
A vaga eu vi muito por acaso, num e-mail perdido dentre os muitos que recebia diariamente da Catho.

Resolvi ligar e marcar a entrevista. Pra vaga não havia muitas descrições, mas comparada à miséria oferecida pra empregos da área de turismo ela estava bem acima das outras. Tinha salário de R$1.000,00 + convenio médio e odonto + ticket restaurante e alimentação + vale transporte. Tudo isso na região de Alphaville, que é muito perto de casa, ou seja, não podia deixar passar em branco.

Depois que fiz a primeira entrevista com a empresa de RH em São Paulo, fui encaminhada no mesmo dia pra fazer a entrevista na própria empresa em Alphaville. Lembro que a entrevistadora havia dito que tinham uma certa urgência.
Chegando lá fiquei impressionada com o local (na minha vida toda não tive contatos com empresas em si, então qualquer coisa era diferente).

Fiz uma prova que continha português, geografia e inglês e depois conversei com a funcionária de T&D pra depois passar pela gerente do depto internacional. Me havia sido explicado que pelo meu currículo eu tinha perfil para trabalhar no concierge, que seria uma assistência cultural em viagem, mas também havia uma vaga para o depto médico à noite, que ganhava um pouco mais por conta do adicional noturno e requeria mais responsabilidades. A gerente perguntou qual seria meu horário de preferência e eu disse de manhã. A mesma muito firmemente disse que o trabalho era por escala e que muitos desistiam pois não conseguiam abrir mão de fds e feriados.

Como eu não tinha nada em mãos disse que pra mim isso não seria uma problema, e na verdade não era mesmo, naquele momento qualquer coisa servia
Lembro que essa mulher me faz a seguinte pergunta: quais são seus sonhos?

Eu não sabia o que responder, afinal o que dizer pra uma pergunta dessa. Aliás o que isso interferiria na contratação de um novo funcionário?
Tentei dar um migué dizendo que sonhava em ter uma carreira sólida. Ela na lata retrucou: isso não é sonho, são planos, quero saber seu sonho.

E eu no maior desespero falei a coisa mais idiota possível (e mentirosa): sonho em casar e ter uma família.
Eu sei, muito bobo, mas satisfez a mulher e eu pude seguir em paz.

Saindo de lá fui informada que caso tivesse sido aprovada me ligariam na sexta feira. Voltei pra casa sem nenhuma esperança, pois além da vaga ser muito boa pros meus padrões momentâneos, eu achava que tinha falhado total na entrevista.

Pois bem que na sexta feira, por volta das 16:30, eu recebo uma ligação no meu celular. Quando o tel tocou achei que era minha amiga me ligando pra me xingar pois já estava atrasada pra ir pra casa dela, e pra minha surpresa era a mulher do T&D falando que eu passei, mas seria pra trabalhar à noite com atendimento médico. Mais uma vez como eu não tinha nada em mãos aquilo estava ótimo. Me chamaram pra começar a trabalhar dia 28/07/2008.

Entrei nessa empresa pensando em trabalhar por 6 meses, ganhar experiência e depois ir fazer um intercâmbio. Porém o tempo passou e hoje estou no mesmo local há quase 4 anos. 
Quando se ganha o próprio dinheiro é complicado abrir mão de algo pelo incerto. Na verdade quando não se tem planos nem sonhos o comodismo fala mais alto e isso foi o que me manteve lá por muito mais tempo do que os 6 meses iniciais.

Eis o que aconteceu até chegar a decisão de partir pra outra:
Quando eu tinha completado 1 ano de empresa recebi um aumento salarial e subsídio pra fazer um curso. Isso pra mim foi o máximo, pois via muitas outras pessoas desse local que estavam a bastante tempo e não tiveram isso. Eu com isso acreditei que teria outros aumentos e quem sabe até mesmo uma promoção real, saindo do cargo atual e fazendo serviços novos e melhores. Ledo engano. Essa empresa é mais engessada do que tudo e lá ou você puxa saco pra subir ou se contenta com o mais do mesmo. Não há plano de carreira nem oportunidades vantajosas...

Após a frustação de no ano seguinte (em outubro de 2010) não ter recebido nada mesmo tendo realizado um bom trabalho eu cai em mim e vi que não precisava passar por isso, uma vez que sou formada em uma boa universidade e sou muito mais capaz daquilo que estava fazendo. Enfim, estava disperdiçando meu tempo com algo que não me levaria a nada nem em médio ou longo prazo. 

Lembro muito bem que sai de lá decidida a por em ação o plano de fazer um intercâmbio, e isso somente se concretizaria depois de eu de fato inicia-lo. Desde quando comecei a trabalhar já guardava por mês uma pequena quantia para o "tal intercambio" que eu pretendia fazer, agora era hora de gasta-la.

Comecei a fazer pesquisas com agências de viagens e em dezembro de 2010 já havia escolhido uma agencia que tinha uns programas muito interessantes e vendedores muito simpáticos. Em 27 de dezembro de 2010 fechei meu pacote de intercâmbio: programa de estudo + trabalho no canada por 1 ano.

Dentre as várias opções escolhi Montreal pois eu queria muito estudar francês e lá eu teria essa oportunidade. Como isso iniciei o árduo caminho de guardar dinheiro para pagar o programa e conseguir me manter fora do pais nos meses iniciais (que não terei permissão para trabalhar).

Por conta disso comprei o programa para iniciar em 2012 e agora esse tempo esta esgotando. O programa já esta pago, tenho noções básicas de francês,  tenho grana suficiente pros primeiros 6 meses, passagem comprada e o visto em andamento.

Muita coisa aconteceu nesse meio tempo e isso eu contarei nos próximos posts.

trilha sonora do post: 

Por enquanto é só.
Glau