Pois é passei bastantes dias sem postar por conta da correria, mas aqui estou eu de volta.
Nesse meio tempo já fiz o exame médico do consulado, saíram os resultados (tudo ok graças a Deus) e confirmei pelo rastreamento do sedex que chegaram em Ottawa em 07/05 e agora é só esperar, esperar, esperar..
Muitas pessoas me perguntam se eu estou ansiosa. A resposta é sempre a mesma: só quando sair o visto que a ficha vai cair, então por ora to nessa.
Bom vocês já devem ter reparado que eu to seguindo uma lógica linear nos posts. É assim que eu me organizo melhor. Poderia ter postado nos mesmos dias as experiências atuais, mas vou guarda-las pra mais tarde, assim posso dar mais detalhes.
Como eu havia dito antes, farei um intercâmbio para Montreal – QC por um ano, sendo que nos 6 primeiros meses eu somente poderei estudar, no segundo semestre que o Governo Canadense me dá a permissão pra trabalhar (sempre no tempo proporcional ao estudado anteriormente). Pois bem, juntar dinheiro não é nada fácil!
Como já falado nos outros posts, eu juntava uma graninha todo mês, por isso quando firmei o contrato com a agência já tinha um montante bom pra dar a entrada e pagar as primeiras prestações. Isso é um conselho que eu dou pra quem pretende fazer um intercâmbio e pagará pelo mesmo. Quanto maior o valor da entrada, menores são as prestações restantes. Eu não gosto de dívidas longas, nunca se sabe o que te espera daqui a alguns meses, que dirá então em um ano, por isso não me vejo passando um ano inteiro pagando por alguma coisa.
Uma semelhança que vi nas agências que visitei foi que a maioria tinha o parcelamento em até 6 vezes sem juros. Normalmente é dada uma entrada maior e depois são prestações iguais. Elas também aceitam financiar em até 15 vezes, mas vai um juros lascado, não vale a pena, essa grana pode fazer falta no futuro. Por isso da dica de poupar antes, pra poder negociar melhor depois. Um amigo meu conseguiu parcelar em 8 vezes tranqüilo na agência onde contratei o meu curso.
O planejamento é fundamental, sem ele não tem como, esquece... O que me ajudou muito foi fazer uma poupança vinculada à conta corrente, onde é depositado meu salário. A facilidade e segurança da transação são ótimas, até pra abrir e fácil. Pra mim bastou pelo próprio caixa eletrônico criar a poupança (mesma numeração da c/c, porém com uma extensão de 3 dígitos no final) e sempre fiz as transferências por ele também, sem nenhum custo adicional.
O dinheiro da poupança sempre foi sagrado. Se no final do mês eu via que ia apertar as coisas, nunca considerava os valores guardados lá, dava um jeito, abria mão de algo ou então optava por coisas menos caras. Foram raríssimas as vezes que precisei sacar dinheiro dela pra usar pra outros fins que não fosse o intercâmbio, e mesmo assim depois sempre repunha o valor como se tivesse cobrindo o limite da conta corrente.
Outra coisa importante, toda e qualquer grana que restava ia pra poupança, isso era de lei.
Serei sincera, é chato, é difícil e é muuuuuito doloroso. Foram várias as roupas, sapatos, presentes e outras coisas que eu queria comprar, mas não fiz porque sabia que não era um gasto necessário no momento. Também economizei muito em saídas com amigos, comprinhas bobas no mercado, almoços fora de casa e assim por diante.
Fica mais fácil se eu exemplificar meu planejamento desde o início.
1- Contratar um curso com muito tempo de antecedência:
Eu fechei o pacote com a agência dia 27/12/2012 e tenho data prevista pra embarque no final de Maio de 2012. Isso foi tempo suficiente pra juntar a grana necessária pra pagar o curso e juntar a grana pra me manter no primeiro semestre. O levantamento dos valores deve ser feito minuciosamente antes de entrar na dívida. Eu pesquisei não só o curso, mas passagem aérea, seguro viagem, custo de vida no país, visto, inscrições e taxas e o que precisa comprar pra viagem;
2 – Abrir uma poupança:
Mesmo tendo um rendimento baixo, pelo menos se ganha mais do que deixar a grana na conta corrente, fora que não tendo acesso direto ao dinheiro, ajuda a evitar a tentação de gasta-lo;
3 – Ter um montante fixo pra ser guardado todo mês:
É simples, basta somar o valor total a ser guardado e dividir pelo número de meses que faltam até a data prevista, porém tem que levar em consideração os custos já citados. Sempre acrescente um pouco mais ao valor da divisão. Se deu R$ 300, guarde R$400. Outra coisa, no ato da entrega dos documentos pro visto, o montante apresentado já deve ser o solicitado pelo consulado, ou seja, mesmo que você saiba que depois vai juntar mais grana, os comprovantes devem ter já o valor mínimo solicitado pro tempo de viagem;
4 – Toda e qualquer grana que sobrar no início ou final de mês deve ser guardado:
13º salário, férias, aumento, horas extras, bônus e etc. Tudo isso, quando vinham, eu salvava pelo menos metade na poupança. Isso me permitiu ter uma flexibilidade maior nos outros meses. Dica: já faça a transferência logo quando cai o dinheiro em conta.
5 – Nunca contar com um dinheiro que ainda não tem de fato:
No bom português – não gastar por conta. Eu sempre paguei e me endividei com aquilo que eu já tinha como arcar. Evita surpresas indesejadas e nome no SPC.
6 – Se for usar o auxilio financeiro de outras pessoas, deve sempre deixa-los a par de tudo:
É importante desde o começo informar seu patrocinador (como é chamado pelo consulado) do tanto que ele terá que te disponibilizar pra viagem, assim como quando isso deverá ser feito. Desde o começo eu informei minha mãe dos valores e confirmei com ela se realmente tinha como me ajudar. Isso bate com o que eu disse na dica 5, pois as vezes você acha que tá tudo certo e acaba dando com os burros n’água. Minha mãe tá pagando minha passagem aérea e vai pagar meu seguro viagem, foi uma forma bacana de ela me ajudar, pois ambos podem ser divididos sem juros no cc e é bem menos pesado se precisasse pagar a vista. Ela também foi minha patrocinadora na entrada do visto, e sem os saldos das contas dela as coisas não andariam bem....
Bom por enquanto é só
Att
Att
Glau
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