segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Do visto à viagem

Retomando minha última semana de 2012 no Brasil

Relatei já que o visto saiu uma semana antes da viagem, propriamente dia 18/05 recebi a confirmação e dia 26/05 embarquei pra Montreal (carinhosamente será chamada de Mtl a partir de então).

Imagina a loucura. Não que eu já não tivesse arrumado algumas coisas mas, eu tinha exatos 7 dias pra resolver minha vida. Seguindo a ordem cronológica foi assim:
Sexta-feira 18/05 - visto saiu!! Uhul alegria, sonho a ser realizado, vamo que vamo porra!
Segunda-feira 21/05 - pedi demissão no trampo. LIBERDADE!!!!
Sexta feira 25/05 - despedida dos amigos. Muita emoção, ficha começa a cair
Sábado 26/05 - dia do embarque.
Lembro que meus pais me levaram pro aeroporto e chegando lá esperamos até a hora do embarque.
Eu estava calma, ou fingia bem estar. Conversamos de coisas aleatórias, minha família não é emotiva.  Passei pelo portão de embarque e aguardei até ser levada à aeronave junto com os outros passageiros. 
Uma cena que não esquece foi dentro do ônibus que levada pro avião. Eu segurando minha bolsa no colo e pensando: o que será de mim? O que me aguarda? Foi a primeira vez que senti um frio na barriga. Outro país, outra língua, outra cultura, outra vida. Muita gente me fala que eu fui muito corajosa em ir sozinha. Hoje dou toda razão, eu fui muito forte, valente, destemida rs. Mas fui sim.


Durante a semana teve correria com as malas, se certificar que tudo está providenciado, imprimir os documentos, confirmar passagem, seguro viagem, contatos locais. Pra deixar algo útil pra sociedade, vou relatar o que fiz na semana pré viagem.

Levar sua via em duas malas de 32 kg e uma de mão não é fácil. 

1 - Pensar antes de colocar as coisas na mala é fundamental.
É preciso se programar, não dá pra jogar uma coisa sem ao menos saber se vai ser útil ou não pra aquele fim. Fiz e refiz minhas malas uma 5 vezes e mesmo assim não acertei 100%.
Eu levei bastante coisa válida mas também algumas nem tão assim...
Válidas: remédios pro ano. Como tenho rinite alérgica, levei remédios pra minha doença crônica, pois sabia que lá fora seria complicado comprar. Levei também pra gripe, dor de cabeça, irritação na pele, cólica, anti concepcional, febre e etc. Os remédios precisam ser condizentes com o período em que você vai ficar no local. Pra uma viagem de 3 meses levar remédios pra 12 dá na cara que tem coisa ai. Vale lembrar que alguns remédios só são vendidos com receita médica de lá. Então não adianta levar a receita do seu médico, mesmo que seja traduzida, pois se precisar comprar algo vai ter que passar pelo médico. 
Produtos de higiene básica pro primeiro mês. Desodorante, pasta de dente, creme pro corpo, rosto, pés e mãos, sabonete, perfume e etc. Nunca se sabe o que vai encontrar no local e os primeiros meses é bom economizar. Aliás é importante economizar até se ter uma garantia econômica no local. Não vale a pena gastar com coisas que você pode levar do seu pais pagando mais barato. Digo no sentido das coisas simples, que tem tanto aqui quanto lá. Vale lembrar que uma pasta de dente de R$3,00 sendo comprada lá por $3,00 atualmente sai o quádruplo, pois aqueles dólares foram resultados de reais sofridamente guardados e convertidos. Na época era $1 pra R$2 (bons tempos...ai ai ai). Outro ponto, nem sempre os produtos serão iguais. No Canadá não tem desodorante aerosol como no Brasil, e quando acha são terríveis, tipo que mancha a roupa e deixa a pele como se tivesse passado talco.
Roupas de verão. Dentro dos ambiente interiores não se utiliza roupa de inverno, por isso, levar suas camisetas, calças, shorts, saia, vestidos e etc. vai valer a pena no sentido de economizar.
Eu fui pra Mtl no inicio do verão, usei as mesmas roupas daqui nas ruas até iniciar o outono, e quando o frio chegou que precisei comprar roupas adequadas. Enquanto isso fui economizando no que podia. Ir pra um lugar e comprar o mesmo tipo de roupa que já tinha no seu país não é muito interessante se você não estiver com dinheiro sobrando pra isso. 
Celular desbloqueado. Eu levei um aparelho meu que foi o que utilizei durante todo o meu intercambio. Eu fui com a ilusão que lá poderia comprar um bem melhor de ultima geração por valores muito mais em conta mas, dei com os burros na água. Primeiro por que os aparelhos só saiam baratos para quem comprasse com plano de no mínimo 2 anos pós pago, que no meu caso de ficar só um ano não dava. A multa de cancelamento era coisa absurda, tipo $300,00. Segundo, os aparelhos desbloqueados não eram tão em conta. Descobri com lágrimas de sangue que em alguns aspectos o Canadá não era tão barato quanto os USA. Por isso que ter levado meu aparelho me salvou. Eu comprei um chip de lá e voilá, pude me comunicar com o mundo normalmente. Se eu tivesse seguido com o plano de comprar algo ia ter preju.
Cartão pré pago. É uma mão na roda, pois permite que suas economias não fiquem comprometidas. Eu levei dois, um da Visa, com recarga em dólares canadenses $4.000,00 e outro da Mastercard com recarga em dólares americanos $2.000,00.
Essa era a minha grana pra viver lá, me bancar nos primeiros meses. Além dos cartões levei também uma quantia em dinheiro vivo, pros pequenos gastos nos primeiros dias. Usei também o cartão de crédito internacional mas em situações menos frequentes. Os pré pagos eram muito facilitadores, dava pra pagar compras como se fosse de  crédito e sacar dinheiro nos caixas eletrônicos. Depois faço um post sobre eles. 

Não válidas: roupas e acessórios em excesso. Levar 5 pares de havaianas só ocupa espaço. Eu fiz isso achando que ia arrasar com o chinelo tipico brasileiro e fazer inveja na gringaiada. Nem no Brasil eu uso tudo isso, imagine lá. No máximo dois pares dá conta do negócio. Mesma coisa pra pijama, óculos, cinto, lenço e etc. Uma boa dica é o seguinte: leve o que seja básico e o que realmente te serve e lá incremente o que realmente precisar. Eu lembro que eu levei também vestidos, saias e calças que nem me serviam mas eu tinha a ilusão de emagrecer e caber nelas. Só perdi espaço na mala. Tem calça e vestido que até hoje estão com as etiquetas só pra se ter uma ideia.
Mesma coisa pra perfumes e bijus. Só leve o que você usa, pois se não vai ficar um monte de coisa parada só por que sua vaidade foi maior que sua lógica.
CDs, DVDs, fotos impressas, livros e etc. O que você puder levar digitalizado, leve. Hoje em dia dá pra colocar tudo em pen drive ou salvar na nuvem. Boa parte do que eu precisei buscar depois no Canadá eram livros e coisas do tipo que não tiveram tanta necessidade na viagem. Vale a pena converter pra MP3, scanear, comprar a versão digital e não precisar se preocupar com isso, ainda mais que corre-se o risco de perder ou estragar na viagem ou durante o intercambio, então é melhor deixar o original são e salvo na sua casa mesmo.
Caixas, bolsas, pacotes não funcionais. Sei que é mais bonito armazenar em necessaire mas nem sempre aquele volume te favorece. No que se trata de mala a regra é funcionalidade e praticidade. Me lembro que eu levei sabonete na caixa que recebi, perfume em uma frasqueira grande (aquelas que custam caro), pulseiras em uma bolsa e por ai vai. Perdi espaço na mala, poderia ter levado de outras formas, que não utilizariam tanto espaço e facilitariam minha vida. Existem milhares de sites que ensinam como colocar peça por peça na mala, vale a pena ver e usar as dicas.
Roupas pesadas de inverno. Um casaco brasileiro só vai ocupar espaço na sua mala e lá não vai servir de nada. Vale a pena levar peças pra usar por baixo, como blusas de manga longa, suéter, meia, touca, cachecol, pois eles vão complementar. Só não tenha a ilusão que aquele casaco que você usa em dias super frios (tipo 10 graus no Brasil) vai ser útil num inverno de país que realmente faz frio. Por mais grosso e peludo que seja, o tecido dele não foi projetado pra aguentar as temperaturas do local, mesma coisa se aplica a calçados. O material precisa suportar a temperatura, assim como ser impermeável. Eu não levei tais coisas, pra minha sorte e tudo o que usei de pesado pro inverno comprei lá mesmo. Eu tinha casaco pra - 40 graus, bota pra - 30 grau, impermeável e anti derrapante, tinha segunda pele, meia calça grossa, uma gola que servia pra proteger a boca e nariz... tudo comprado lá. Se por um acaso você for desembarcar em pleno inverno, vale a pena comprar algo importado pra levar na viagem, mas só pros primeiros dias e de preferencia vestindo no embarque.

2 - Pesquisar o local pra sua chegada. Todas as pesquisas prévias são válidas, mas precisam ser intensificadas quando realmente estiver indo. Checar qual é a previsão do tempo te ajuda a se livrar de perrengues, principalmente por conta das estações serem inversas. Já ouvi vários relatos de pessoas que embarcaram em pleno verão e passaram apuros pegando já no aeroporto temperaturas negativas. Mesma coisa para eventos. Imagina chegar num local em pleno feriado e não ter onde ir comer ou comprar coisas básicas. Sim tem lugares que tudo fecha durante um feriado ou domingo, então é melhor se preparar.

3 - Pesquisar a cidade e os locais onde irá frequentar, morar, estudar. Ver quais são os meios de transporte, valores, caminhos, pontos de referencia ajuda muito a chegar menos perdido.

4- Deixar as coisas prontas em casa para situações emergenciais. Antes de viajar eu organizei todos os meus documentos em uma pasta e entreguei pros meus pais. Os que eu levei comigo eu deixei cópias, incluindo documentos do intercâmbio. A mesma coisa para exames médicos recentes e o meu histórico médico, documentos trabalhistas, bancários e etc. Eu fiz isso pois se acontecesse algo meus pais saberiam onde achar tudo sem precisar revirar meu quarto e correr o risco de não achar nada. O histórico médico, por exemplo, foi devido aos inúmeros casos em que presenciei situações de pacientes que precisam comprovar que não tinha condições pré-existentes ou que iam passar por cirurgias, repatriamentos e procedimentos médicos e precisavam de tais informações para o hospital no país em que estavam. Eu também fiz uma procuração de plenos poderes pro meu pai, na validade de um ano. Qualquer coisa que aparecesse meu pai estaria apto a me representar. Fica a ressalva de fazer isso somente com alguém que seja de plena confiança e na procuração você pode escolher quais são as coisas que a pessoa pode fazer em seu nome. Nunca se sabe...

5 - Deixar as portas abertas na sua terra natal. Tem gente que toca o foda-se e acha que nunca mais vai precisar de mais nada do seu passado. Ledo engano, se for pra sair, seja temporário ou permanente, saia com as portas abertas e os laços reforçados com quem merece. Mesmo eu estando esgotada do meu antigo emprego, eu saí numa boa. Graças a Deus não precisei voltar a exercer a mesma função naquela ou em qualquer outra empresa do ramo, mas se precisasse, não teria problemas. Morar fora não é garantia que se vá voltar por cima da carne seca. Minha irmã mesmo foi um exemplo na minha vida. Ela se formou na Unicamp, foi trabalhar como Aupair e ficou 2 anos e meio nos USA. Voltou pro Brasil com inglês fluente e experiência internacional, e já tinha um diploma em uma das melhores universidade da América do Sul, ou seja, melhor do que muita gente. Só que ela não conseguiu emprego quando voltou, pelo fato de não ter experiencia na área dela. Ela meio que ficou numa zona sombria, na qual não era recém formada e nem tinha uma experiencia prévia. Mesma coisa com as conexões do trabalho ou da área de atuação. Eu consegui o emprego onde estou até hoje graças a uma amiga que trabalhava comigo e me indicou pra ocupar o lugar dela quando ela conseguiu a residência permanente para...o Canadá. É aquela amiga que eu falei que estava nos tramites de imigração.

Bom é isso. Espero que meus textões sirvam pra aguém que tenha paciência pra ler tudo.

Trilha sonora: de repente Mtl (brincadeira) California



domingo, 7 de fevereiro de 2016

O visto negado do meu amigo


Uma coisa que eu não tinha contado no post sobre o visto foi o problema que ocorreu com um amigo meu. Vou chama-lo de L pra facilitar
L é meu fiel escudeiro e quando eu decidi fazer o intercâmbio ele ficou triste porque eu iria embora mas, quando eu convidei ele pra vir comigo, não pensou duas vezes e comprou minha ideia. Foi ele que eu citei como o amigo que teve o pacote parcelado em 8 vezes.
Nós fizemos tanto planos juntos naquele um ano de preparação que parecia que o sonho era mais legal por ser vivido junto com outra pessoa.
Antes de questionamentos,L é lindo, divertidíssimo, inteligente e gay ;)
Pois bem, L é 7 anos mais novo que eu, então quando demos entrada no intercambio eu tinha 26 e ele 19 aninhos. Ele nem podia beber nas leis canadenses hahahaha.
Eu e ele estávamos em situações diferentes na vida: eu já tinha um diploma, já tinha tirado visto americano e ele tinha acabado de acabar o ensino médio. Entre a gente nos damos super bem até hoje mas, o governo canadense não interpretou da mesma forma, concedendo o visto pra mim e não pra ele:(
Lembro que foi horrível. Eu recebi a noticia do meu visto aprovado num dia a tarde, estava saindo da academia e a agente da agencia me ligou informando que estava encaminhando o passaporte. 
Um pouco depois, já a noite ela me ligou informando que L tinha tido o visto negado. Liguei pra ele, estava chorando, desesperado, foi horrível.
 No mesmo dia eu tive emoções muito extremas. Estava feliz por mim e triste por ele. Tipo caiu a ficha que eu realmente iria morar em outro país porém, ele não iria comigo. Muito louco...
Eu até pesquisei pra ele agencias especializadas em visto, pra ele tentar novamente, insisti pra ele não desistir mas, ele sabiamente decidiu que não iria e trocou o destino dele para Buenos Aires e foi estudar espanhol lá.
Hoje eu vejo que foi o melhor pros dois. Ele também teve experiências maravilhosas na Argentina e foi muito feliz lá, igual eu fui no Canadá. Mais importante pra mim era a felicidade do L, seja onde fosse, com quem fosse. 

Com certeza eu não teria conhecido as pessoas que conheci em Montreal se o L estivesse comigo.

Bom mas vamos ao ponto. Sei que muita coisa mudou de 2012 pra cá, inclusive hoje o Canadá não solicita mais visto para brasileiros para viagens a turismo, cujo visitante se enquadre em algumas condições:

  • Tem um visto válido de turismo ou negócios para os Estados Unidos;
  • Já tirou um visto canadense;
  • Já visitou o Canadá nos últimos 10 anos.
Eu me enquadro em todas hehehe

Mas naquela época era diferente, e foi até o ano passado e creio que para as pessoas que não estão nessas condições continue a mesma coisa.

Quando preenchemos a papelada, meu amigo e eu fizemos tudo juntos, mesma escola, mesmo documentos, tudo junto, mas creio que foi nos detalhes que houve a decisão favorável pra um e não favorável pro outro. Pelo o que eu me lembro tivemos as seguintes diferenças:

1 - Visto americano: eu já tinha tirado um visto de única entrada mas, antes de aplicar pro canadense, tirei um novo americano e consegui por 10 anos dessa vez. Minha ideia era de Mtl visitar minhas irmãs então eu quis sair já com tudo pronto. Eu lembro que eu insisti pro meu amigo aplicar pro americano também, mas ele se enrolou e acabou não conseguindo a tempo. Eu já tinha visto pessoas dizendo que ter um visto de outro pais ajuda e isso se comprova agora nas novas regras. O Canadá acredita que se você é apto para entrar na terra do tio Sam pode também entrar na terra deles;

2 - Preencher os documentos com muito cuidado e atenção: tinham formulários diversos para o visto de estudante. Quando tirei o de turista em 2014 também tinham alguns diferentes. Em ambas as situações é importante prestar atenção nos detalhes e se esforçar pra ser claro nos seus objetivos e dar as informações que estão pedindo e as que querem receber. Eu me lembro que tinha um formulário de informações adicionais com os seguintes tópicos:
  • Faça uma breve descrição de suas atividades enquanto estiver no Canadá
  • Tem alguém conhecido no Canadá
  • Está viajando com alguém para o Canadá
  • Faça uma breve descrição da ocupação atual do cônjuge se for o caso, assim como o nome completo e endereço do empregador
  • Forneça telefones para contato de onde pode ser encontrado durante o horário comercial caso necessitemos fazer uma entrevista
  • Use este espaço caso queira fornecer mais informações

  • Pode parecer besteira mas eu lembro bem que quando preenchemos os documentos, antes de entregar eu mostrei o meu pro L e ele o dele pra mim. O L apesar de ser muito inteligente, é muito preguiçoso (isso eu falo pra ele sempre, temos essa liberdade) e as respostas foram as mais pobres possíveis.
    Enquanto eu tratei de escrever quais eram meus planos, informar a importância do estudo pra minha carreira profissional e acadêmica, passar vários contatos, descrever com detalhes as informações, L se limitou a responder o básico do básico, o que pode ter feito ele perder pontos. Eu enquanto agente do consulado também exigiria um minimo esforço de quem está solicitando um visto.

    3 - Comprovação de renda: Eu usei minhas finanças próprias e o saldo da poupança da minha mãe. Lembro que deu na época R$24.000,00, que seria equivalente a $12.000,00, exatamente o que o governo solicitava para estudantes, mil dólares por mês para se sustentar e não gerar problemas na terra deles. O L tinha uns R$6.000,00 na conta dele e usou a comprovação de renda de um tio que tinha uns investimentos de R$100.000,00, isso mesmo, cem mil reais. Nem sei o quanto equivaleria nos dias atuais, precisarei tirar o VPL (sim eu manjo desses paranaues de finanças mas a preguiça de agora está foda). Ou seja, na nossa visão o L estava mais do que garantido, tinha grana pra caraleo pra gastar, mas todos sabiam que não era de fato dele. Acho que o governo também pescou isso. Não adianta usar uma comprovação de alguém que dê margem pra desconfiar que de fato não irá te bancar. Seria mais válido usar os valores modestos de salário do pai dele do que a conta graúda do tio rico. 

    O fato do ensino superior também pode ter me favorecido, mas acho que não gerou pontos a menos pelo fato do L não ter feito faculdade, até mesmo porque ele não tinha idade pra ter terminado uma na época. Agora que ele está cursando uma, está no segundo ano de comércio exterior (orgulho do meu amigo lindo).

    O intercâmbio do L para a Argentina foi bem mais sussa. Mais barato, não precisava de visto, pertinho e ele aproveitou muito.


    Bom eu tirei um segundo visto pro Canadá, como turista, mas isso eu conto em outro post.

    A trilha sonora é o tema de friends, pois a primeira frase define tudo. O L estava lá por mim e eu por ele. Mesmo não trabalhando mais junto, mesmo indo pra paises diferentes, mesmo passando anos, estivemos um pelo outro



    So no one told your life was gonna be this way 

    4 anos depois

    Nem lembrava desse blog...
    Aliás, não segui o que tinha prometido no começo, contar a bendita experiencia do intercambio. 
    Vi que mais de 700 pessoas acessaram o conteúdo...UAL!!! Bom vou retomar os post pois tenho que pagar minha dívida comigo mesma.
    Fiz o intercâmbio, morei no Canadá de 26 de maio de 2012 a 27 de maio de 2013. Foi um ano incrível, divisor de águas na minha vida. Vou tentar fazer post sobre o que aconteceu, mas segue um breve resumo:
    - Aprendi o francês, melhorei meu inglês e inclusive meu espanhol;
    - Morei em quatro endereços diferentes em Montreal e em um em Calgary
    - Fiz amigos do mundo inteiro com os quais tenho contato até hoje
    - Arrumei dois empregos lá;
    - Arranjei um namorado e vivi um drama;
    - Conheci duas províncias;
    - Cogitei fortemente continuar morando lá mas, tive que voltar, o que foi bom também;
    - Depois do intercâmbio voltei pro Canadá por 20 dias de viagem pra buscar as minhas coisas, rever alguns amigos e matar as saudades;
    - Também visitei os USA por 3 dias (loucura, loucura, loucura) pra levar a minha mãe pra ficar com a minha irmã que estava grávida;
    - Hoje estou juntando dinheiro novamente pra imigrar pro Canadá.

    A trilha sonora é de uma música que eu ouvia muito em Montreal. Nossa são tantas que eu vou tentar dissipar todas :)